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Indígenas são capacitados para combater incêndios florestais

Ao todo, no Brasil, serão contratados 800 brigadistas indígenas em 45 brigadas, responsáveis pela proteção direta de 19.746.362,51 de hectares
Publicado em 28/06/2021 12h59 Atualizado em 28/06/2021 16h31
Indígenas são capacitados para combater incêndios florestais

A formação ocorreu de 7 a 26 de junho e é essencial para a proteção do meio ambiente. - Foto: Divulgação/Funai

Um grupo de 600 brigadistas indígenas do povo Manoky e Myky, pertencentes às Terras Indígenas Irantxe e Menku, do estado de Mato Grosso, participaram de um Curso de Capacitação de Brigadas Federais. Executada por instrutores do Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a iniciativa permitirá que os formados atuem na prevenção e combate a incêndios florestais na região, de acordo com as especificidades de cada bioma.

A formação ocorreu de 7 a 26 de junho e é essencial para a proteção do meio ambiente, tendo em vista que, em situações de incêndios florestais em terras indígenas, as brigadas podem ser convocadas para apoiar o controle das chamas. Além disso, o trabalho de educação ambiental nas aldeias, com a produção de hortas e viveiros, contribui para o desenvolvimento das comunidades e recomposição do meio ambiente por meio da valorização de saberes tradicionais.

Os 450 brigadistas Manoky e os 150 Myky serão contratados pelo Prevfogo até novembro deste ano. Ao todo, no Brasil, serão contratados 800 brigadistas indígenas em 45 brigadas, responsáveis pela proteção direta de 19.746.362,51 de hectares. Junto com outros tipos de brigadas contratadas pelo Ibama, eles também apoiarão grandes operações de combate em Unidades de Conservação e propriedades particulares.

Com a proximidade da temporada de incêndios florestais, as atividades de prevenção e preparação para os combates a incêndios florestais estão sendo promovidas nas Terras Indígenas de todo o país. O estado do Mato Grosso abrange os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o que significa que ações diferenciadas precisam ser aplicadas para a proteção de cada ecossistema.

 


Com informações da Funai