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Operação Verde Brasil de combate à ilícitos na Amazônia pode começar mais cedo no ano que vem

Em audiência no Senado, o vice-presidente disse as ações devem começar em janeiro para combater queimadas e desmatamento
Publicado em 14/07/2020 19h37
Operação Verde Brasil de combate à ilícitos na Amazônia pode começar mais cedo no ano que vem

Entre as metas da operação estão o controle do desmatamento e das queimadas - Foto: Agência Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou, nesta terça-feira (14), de audiência pública remota, no Senado Federal, e disse que, neste ano, o trabalho de combate às queimadas foi iniciado cedo, o que deve resultar em redução do desmatamento. O combate a focos de incêndio é um dos objetivos da Operação Verde Brasil 2 que teve início em maio.

“Iniciamos cedo o combate às queimadas e temos a plena certeza que vamos reduzir esse ilícito nesse segundo semestre para que, no ano que vem, na nossa terceira fase [da

Operação Verde Brasil], comecemos em janeiro, que é quando está havendo o corte raso, de modo que aí tenhamos um resultado expressivo de redução do desmatamento”, disse Mourão. “Nós não vamos parar até o final de 2022”, completou.

Além de apresentar as ações da operação, o vice-presidente falou aos senadores sobre as atribuições do Conselho Nacional da Amazônia Legal, coordenado por ele, e detalhou os planos do governo para o combate ao desmatamento na região.

Segundo Mourão, os locais de maior desmatamento são o Pará, o norte do Mato Grosso, Rondônia e Sul do Amazonas. “É onde temos que avançar realmente para darmos uma resposta mais efetiva e eficiente”, afirmou.

Conselho da Amazônia

Mourão explicou que o Conselho Nacional da Amazônia Legal é integrado por 14 ministérios e tem como função coordenar as ações setoriais ligadas a preservação, proteção e desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Entre as metas estão o controle do desmatamento e das queimadas. Também tem como foco cumprir metas globais assinadas pelo Brasil como o Acordo de Paris, além de viabilizar um impacto econômico positivo para a região e a população local. “Aproveitando de forma sustentável os recursos naturais e minerais”, explicou.

O vice-presidente e coordenador do conselho destacou que o trabalho na região impõe desafios por fatores como a extensão e a desigualdade social. “Essa enorme área do nosso território tem um PIB [Produto Interno Bruto] que supera pouco mais de duas vezes o de Santa Catarina, o que gera pobreza e desigualdade, apesar de todos os superlativos no potencial da biodiversidade, da maior reserva de água doce, maior reserva mineral”, avaliou.

Fundo Amazônia

O vice-presidente relatou que mantém negociação com a Alemanha e a Noruega em relação a retomada de recursos do Fundo da Amazônia. “Obviamente, a retomada da liberação dos recursos do fundo está ligada a queda do desmatamento, das queimadas”, afirmou.

Segundo Mourão, paralelamente, o governo está explorando outras alternativas para financiamento internacional de projetos na Amazônia.

Floresta +

Mourão também destacou o Programa Floresta +, instituído este mês pelo Ministério do Meio Ambiente. A iniciativa vai destinar recursos para atividades que melhorem, conservem e recuperam a floresta.

“É um programa que está, por enquanto, com algo em torno de R$ 500 milhões, buscando parceria com órgãos e entidades públicos ou privados, nacionais ou internacionais, para o fomento das boas práticas de valoração, verificação, validação, certificação e monitoramento de serviços ambientais”, explicou.