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Governo participa de pesquisa da OMS sobre medicamentos

"Ensaio clínico Solidarity" investiga a eficácia de quatro medicamentos no tratamento da Covid-19
Publicado em 02/04/2020 13h56
A organização do estudo é feita pelo Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foto: Flickr MCTIC

O Ministério da Saúde está participando do “ensaio clínico Solidarity”, da Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar a eficácia de quatro medicamentos no tratamento da Covid-19. A organização do estudo é feita pelo Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  

Desde a última segunda-feira (30), pacientes diagnosticados e hospitalizados em 18 hospitais de 12 estados do País já começaram a fazer uso de um dos quatro medicamentos que fazem parte da pesquisa.

"Essa pandemia, mais do que nunca, reforça a importância das pesquisas e da tomada de decisão informada por evidências científicas. Esse estudo, um mega trial multicêntrico, irá trazer informações robustas que resultarão em uma maior segurança sobre o tratamento da Covid-19. O Ministério da Saúde reconhece e valoriza a comunidade científica, que está engajada no enfrentamento a essa pandemia, atendendo prontamente as prioridades do SUS com rapidez e qualidade", afirma Camile Giaretta, diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Os medicamentos que terão a sua eficácia testada no tratamento de coronavírus são: Cloroquina e a Hidroxicloroquina, usadas contra a malária e doenças autoimunes; Combinação de remédios contra HIV, formada por Lopinavir e Ritonavir; Combinação de Lopinavir e Ritonavir em conjunto com a substância Interferon beta-1b, usada no tratamento de esclerose múltipla; Antiviral Remdesivir, desenvolvido para casos de ebola, sendo este último o único a não possuir registro no Brasil.

Além do Brasil, participam da iniciativa da OMS outros 45 países, como Argentina, França, Noruega, Espanha e Suíça. Os dados coletados de milhares de pacientes serão centralizados em uma plataforma única, gerenciada pela OMS.

Fonte: com informações do Ministério da Saúde