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Dignidade

Governo Federal assiste pessoas em situação de rua, por meio de Centros de Referência

Dados mostram que cerca de 400 mil pessoas, por ano, passam pelos centros, localizados em 203 cidades brasileiras
Publicado em 10/01/2020 15h20 Atualizado em 13/01/2020 15h28
Pessoa no Centro POP

Foto: Ronaldo Caldas/Ministério da Cidadania

Os 228 Centros de Referência Especializados para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), do país, atendem famílias e pessoas que vivem sem moradia fixa. As unidades oferecem atividades de convívio e de socialização e ações individuais e coletivas. Dados do Ministério da Cidadania revelam que, por ano, cerca de 400 mil pessoas passam pelos centros, distribuídos em 203 cidades.

O funcionamento das unidades é garantido a partir do aporte do Governo Federal, juntamente com estados e municípios. Em 2019, R$ 34,7 milhões foram repassados pelo governo federal para a iniciativa.

O Centro POP, como é conhecido, atende jovens, adultos, idosos e famílias. O atendimento de crianças e adolescentes só podem ser realizados com o acompanhamento de um familiar ou responsável.

Centro POP

O acesso ao serviço ocorre de forma espontânea, por meio de encaminhamento especializado ou por outras políticas públicas. “A pessoa que utiliza esse serviço tem acesso a um atendimento por equipe multiprofissional, além de um apoio para regularizar ou adquirir documentos pessoais. Também é possível fazer a guarda dos pertences, acessar o serviço de lavanderia, espaço para higiene pessoal, alimentação e inclusão no Cadastro Único”, explica a diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria Nacional de Assistência Social, da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, Maria Yvelônia Barbosa.

Ela reforça que pode haver o serviço de abordagem social, responsável por mediar o acesso à rede de proteção social e que também pode encaminhar o usuário para algum abrigo.

Além disso, o endereço do Centro POP pode ser usado como referência para documentos ou para inserção no Cadastro Único para programas sociais. “Elas devem apresentar algum documento, mas é importante ressaltar que a falta deles não impede a realização do atendimento”, afirma Maria Yvelônia Barbosa.

Reestruturação da vida

Em situação de rua há quase um ano, o goiano Jerônimo Pinto, de 35 anos, conta que encontrou no Centro Pop o apoio necessário para reconstruir a vida o quanto antes. Atualmente no Distrito Federal, Jerônimo é pai de dois filhos. “Na rua, você não tem as condições que você tem aqui (no Centro Pop]). Fora as oficinas que eles ofertam, para quem tem um objetivo na vida, é um lugar onde você começa a colocar o pé fora da rua”, disse.

Fonte: Com informações da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social