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Três museus protegidos pelo Iphan estão entre os mais visitados do mundo
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Foto: Ana Luíza Freitas
Três dos quatro museus brasileiros que figuram entre os 100 mais visitados do mundo em 2025 possuem proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A presença dessas instituições na lista internacional destaca a capacidade desses espaços de atrair público e amplia sua visibilidade no cenário cultural global. Com a proximidade dos feriados de Tiradentes, em 21 de abril, e Dia do Trabalhador, em 1º de maio, a lista também se apresenta como um convite para que o público visite esses equipamentos culturais.
Segundo levantamento da publicação The Art Newspaper, o Brasil aparece com quatro museus no ranking global: o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (64ª posição), o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (67ª), o Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (69ª) e a Pinacoteca de São Paulo (94ª). Entre eles, MASP, CCBB Rio e Pinacoteca são bens protegidos pelo Iphan.
No caso do MASP, a proteção federal abrange tanto o edifício quanto elementos museográficos e parte do acervo. Inaugurado em 1968, o prédio projetado por Lina Bo Bardi tornou-se um dos principais ícones da arquitetura moderna brasileira, marcado pelo vão livre na Avenida Paulista. O tombamento também contempla os cavaletes de concreto e cristal, que revolucionaram a forma de expor obras de arte, além de um acervo que reúne nomes fundamentais da arte brasileira, como Volpi e Portinari, e internacional, como Van Gogh, Picasso, Matisse e Renoir. Em 2025, o museu registrou mais de 1,19 milhão de visitantes, mais que dobrando o público em relação ao ano anterior.O CCBB do Rio de Janeiro integra o conjunto arquitetônico da Praça XV de Novembro, tombado pelo Iphan, um dos núcleos históricos mais antigos da cidade. Instalado em edifício projetado por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o espaço reúne elementos que remetem à história institucional e urbana do país. Inaugurado em 1989, o centro cultural tornou-se referência nacional pela programação contínua e diversificada, abrangendo artes visuais, cinema, música e artes cênicas. Em 2025, recebeu mais de 1,14 milhão de visitantes, mantendo-se entre os equipamentos culturais mais frequentados do Brasil.
Já a Pinacoteca de São Paulo está inserida no conjunto arquitetônico e paisagístico do bairro da Luz, também protegido pelo Iphan. Fundada em 1905, é o museu de arte mais antigo da cidade e se destaca pelo acervo voltado à produção brasileira, do século 19 à contemporaneidade. O edifício, que preserva características históricas e dialoga com intervenções arquitetônicas contemporâneas, abriga uma coleção com cerca de 11 mil obras, incluindo nomes como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Lygia Clark e Candido Portinari. Em 2025, a Pinacoteca registrou cerca de 820 mil visitantes, mantendo uma base de público consolidada.
A presença desses museus no ranking internacional evidencia o crescimento do interesse por experiências culturais no Brasil e destaca o papel desses espaços como polos de turismo, educação e difusão cultural. Também demonstra como a preservação do patrimônio cultural contribui diretamente para a vitalidade desses equipamentos, garantindo sua integridade e continuidade para as futuras gerações.O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, embora não seja tombado pelo Iphan, também integra a lista e registrou mais de 1 milhão de visitantes, consolidando a capital mineira como um importante destino cultural no país.
Os museus brasileiros se apresentam como uma opção acessível e qualificada de lazer e aprendizado. Seja em São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, a visita a esses espaços permite ao público entrar em contato com acervos de relevância internacional, ao mesmo tempo em que vivencia bens culturais protegidos, que fazem parte da história e da identidade do Brasil.

