Ofício das Baianas de Acarajé é tema de encontro no RJ
Reunião debateu a criação de um comitê interinstitucional para promover a gestão compartilhada do bem cultural

Nesta segunda-feira (25/5), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu um encontro com representantes do Ofício das Baianas de Acarajé para debater ações voltadas à salvaguarda deste saber no Rio de Janeiro. Realizada na Superintendência do Instituto no estado (Iphan-RJ), a reunião teve como objetivo apresentar e discutir a proposta de criação de um Comitê Interinstitucional de Salvaguarda da Ofício das Baianas de Acarajé, fortalecendo o diálogo entre poder público, baianas e baianos de acarajé e demais agentes envolvidos na preservação da manifestação cultural.
Conduzido pela equipe de Patrimônio Imaterial da superintendência e pela coordenadora de Apoio aos Bens Registrados (COABRE) do Iphan, Aline Silva, o encontro buscou constituir um espaço de escuta qualificada e participação direta das detentoras do ofício, permitindo a apresentação dos fundamentos da proposta como resposta às demandas recentemente encaminhadas ao Instituto. Durante a reunião, também foram debatidas possibilidades de composição, funcionamento e definição de prioridades para o futuro comitê.
A iniciativa pretende fortalecer a gestão compartilhada da salvaguarda do Ofício das Baianas de Acarajé, ampliar a articulação entre os diferentes agentes envolvidos e consolidar um espaço permanente de deliberação e acompanhamento das ações voltadas à proteção e valorização.

“Estamos avançando na construção de uma política cada vez mais participativa, capaz de responder às demandas das baianas de acarajé e garantir a continuidade desse patrimônio”, pontuou a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Corrêa.
Segundo a antropóloga e técnica do Instituto, Morena Freitas, embora as ações de salvaguarda já venham sendo desenvolvidas em articulação com as baianas e diferentes órgãos públicos, a constituição de um comitê interinstitucional poderá conferir maior continuidade, articulação e efetividade ao planejamento, acompanhamento e encaminhamento das demandas dos detentores.
“Trata-se de uma iniciativa alinhada às diretrizes da política de patrimônio imaterial do Iphan, com potencial para fortalecer o protagonismo das baianas de acarajé na condução da salvaguarda do ofício”, concluiu ela.
O Ofício das Baianas de Acarajé foi registrado pelo Iphan em 2005, no Livro de Registro dos Saberes. Seus elementos essenciais compreendem os rituais envolvidos na produção dos alimentos, no uso de indumentárias típicas, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam.
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