Iphan promove programação especial para o Mês da Consciência Negra com atividades em todo o país
Com o tema “Trabalho, Cultura e Pertencimento”, agenda reúne exposições, seminários, oficinas e outras atividades

A valorização da cultura afro-brasileira e o reconhecimento das contribuições da população negra para a formação do país estão no centro da programação que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promove, pelo terceiro ano consecutivo, em celebração ao Mês da Consciência Negra. Com o tema “Trabalho, Cultura e Pertencimento”, as atividades começaram em 4 de novembro e seguem até o início de dezembro, sob a coordenação do Comitê Permanente para a Preservação do Patrimônio Cultural de Matriz Africana (Copmaf) do Instituto, em parceria com a Coordenação-Geral de Comunicação (CGCom).
A programação reúne iniciativas das superintendências, unidades especiais e escritórios técnicos do Instituto, com atividades em diferentes formatos. O calendário completo do Mês da Consciência Negra do Iphan pode ser acessado neste link.
Trabalho, Cultura e Pertencimento
Motivada pelo Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a iniciativa traz, neste ano, o tema “Trabalho, Cultura e Pertencimento”, que destaca a contribuição da população negra para a formação econômica, social e cultural do Brasil e sua presença nos saberes, nas práticas e nos modos de fazer que constituem o patrimônio cultural brasileiro.
Com a programação, o Iphan busca promover o debate sobre a relação entre trabalho, geração de renda e preservação cultural, além de destacar a importância das comunidades que mantêm vivas essas tradições e saberes.
Segundo a coordenadora do Copmaf, Aretha Rodrigues, ao longo de todo o ano, o Instituto vem desenvolvendo ações continuadas de valorização, reconhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural de matriz africana, em diálogo com as comunidades e os grupos detentores.
"O Novembro Negro 2026 coroa esse trabalho, reunindo cerca de 40 ações que reforçam a importância da continuidade dessas iniciativas e, sobretudo, reconhecem as comunidades como protagonistas na preservação de suas próprias histórias, memórias, saberes e tradições", destacou ela.
Sobre o Copmaf
Criado em 2023, o Copmaf nasceu a partir da mobilização do Coletivo de Servidores Negros do Iphan. O comitê se apresenta como um espaço de apoio, escuta e articulação, que pode ser acionado pelas superintendências e demais setores do Iphan em demandas relacionadas ao patrimônio cultural de matriz africana, abrangendo desde processos de tombamento até a mediação de conflitos e a orientação técnica.
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