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MEMÓRIA E IDENTIDADE
Iphan participa de atividade arqueológica com povos indígenas no Acre
Nos dias 17 e 18 de abril, uma ação conjunta entre a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-AC), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), buscou aproximar os indígenas dos sítios arqueológicos do estado — especialmente dos geoglifos. A iniciativa realizada integra a formação de Agentes Agroflorestais Indígenas e articulou momentos teóricos e atividades práticas de campo.
O primeiro dia da iniciativa, servidores do Iphan foram à sala de aula da CPI explicar para indígenas de 27 etnias diferentes os tipos de patrimônio existentes no Acre. Já na segunda etapa, eles foram levados ao sítio arqueológico Jacó Sá, a cerca de 50 km da capital, Rio Branco. O local, inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico em 2018, é conhecido pela presença de geoglifos.
Conhecidos pelos indígenas como “tatuagens da terra”, os geoglifos são estruturas escavadas no solo, com formas geométricas como círculos, quadrados e composições complexas, frequentemente conectadas por caminhos. Essas estruturas são essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica.
Para a superintendente do Iphan no Acre, Antônia Barbosa, a ação reforça o papel da arqueologia na preservação da memória e na valorização dos povos originários: “Essas estruturas são marcas deixadas pelos antigos para afirmar sua presença no território. São registros de memória, identidade e conhecimento. Proteger esses sítios é garantir que essas histórias continuem existindo e sendo reconhecidas.” Antônia relata que, durante a visita, diversos integrantes do grupo passaram, de forma espontânea, a entoar cantos que expressam a identidade de seu povo, fortalecendo uma atmosfera de troca e aprendizado mútuo.
Para Malu Ochoa, representante da CPI-AC, a iniciativa amplia o protagonismo indígena e qualifica a atuação nos territórios: “A formação conecta o conhecimento técnico às vivências locais, fortalecendo os agentes como protagonistas na proteção do patrimônio e na valorização de suas próprias histórias, saberes e territórios.”
A iniciativa reafirma o papel do Iphan na proteção e valorização do patrimônio cultural brasileiro, ganhando ainda mais relevância ao evidenciar a profundidade histórica, a complexidade e a continuidade das ocupações indígenas na região. Ao mesmo tempo, destaca a centralidade do protagonismo indígena, reconhecendo esses povos como sujeitos ativos na produção, transmissão e salvaguarda de seus saberes, territórios e modos de vida.
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