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EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Iphan e UFPR promovem capacitação de professores da rede municipal de Curitiba
Foto: Acervo/Iphan
Nos dias 12 e 26 de março, professores do Ensino Fundamental I da rede municipal de Curitiba (PR) participaram de uma formação sobre patrimônio cultural e cultura popular, promovida pela Secretaria Municipal de Educação da capital paranaense e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ao todo, foram cerca de 42 docentes presentes nas atividades.
A iniciativa teve como objetivo aproximar o conhecimento técnico de preservação do patrimônio da prática pedagógica cotidiana das escolas municipais. Para isso, os professores tiveram contato com os setores de patrimônio imaterial e educação patrimonial da superintendência do Iphan no Paraná, o Departamento de Antropologia e o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da UFPR.
Segundo Rafael Boeing, técnico do setor de educação patrimonial do Iphan-PR, ao longo das atividades ficou evidente uma dificuldade em comum entre os docentes: a falta de recursos didáticos específicos para abordar culturas populares em sala de aula. “A formação ofereceu alguns subsídios para que esses recursos sejam desenvolvidos na rede municipal de ensino, como a metodologia dos Inventários Participativos, por exemplo, que foi brevemente apresentada durante o curso”, contou ele.
Boeing destacou ainda que o projeto permitiu aos professores conhecer melhor o trabalho do Iphan, especialmente a política de salvaguarda do patrimônio imaterial, em articulação com a pesquisa e a extensão universitária.
Dois dias de formação
No dia 12, em sala de aula, os professores tiveram acesso a conteúdos teóricos sobre cultura popular, a história institucional do Iphan e metodologias de educação patrimonial. A professora Liliana Porto, do Departamento de Antropologia da UFPR, abordou a diversidade de manifestações culturais no Paraná e das tradições rurais ao movimento hip hop. Ela também ressaltou a necessidade de reconhecimento das heranças indígenas e negras no contexto regional, frequentemente apagadas das narrativas dominantes.
Marcelo Gruman, antropólogo que atua no setor de patrimônio imaterial do Iphan-PR, apresentou a trajetória e os instrumentos legais do Instituto, enquanto Rafael Boeing falou sobre a metodologia dos Inventários Participativos e demonstrou como essa ferramenta pode ser aplicada em sala de aula para identificar e valorizar as referências culturais das comunidades escolares.
O Fandango Caiçara, patrimônio cultural do Brasil, foi utilizado como estudo de caso prático, e os próprios professores puderam compartilhar manifestações culturais presentes em suas comunidades e discutir formas de abordá-las a partir das metodologias do Iphan.
Já no dia 26, o grupo visitou dois espaços, a reserva técnica do MAE-UFPR e a sede do Iphan-PR, a Casa Domingos Nascimento Sobrinho. Na primeira parada, os professores conheceram o acervo de cultura popular do museu e as “caixas didáticas”, que são conjuntos temáticas com objetos físicos que podem ser levados para a sala de aula.
Depois, na Casa Domingos, os docentes conheceram as funções técnicas e administrativas da superintendência e participaram de uma mediação da exposição “Acervos em Correspondência: trânsito da arte popular Brasil-Chile”, que propõe uma leitura comparativa e transnacional da arte popular.
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