IPHAN NO NOVO PAC

Iphan destina mais de R$ 2,3 milhões para projetos de restauro de seis terreiros de matriz africana no Nordeste

Ações integram o Novo PAC e visam promover a reparação histórica e a valorização da herança africana

Publicado em 17/06/2026 11:12
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) investiu, nos últimos dois anos, mais de R$ 2,3 milhões na elaboração de projetos de restauro (previstos e já contratados) para seis terreiros de matriz africana localizados na Bahia (BA) e em Pernambuco (PE). Os recursos foram viabilizados via Novo PAC e visam apoiar ações de preservação desses espaços sagrados, que funcionam como centros de práticas espirituais e comunitárias, pilares de resistência, cultura e religiosidade. 

Os projetos visam a melhoria das condições de uso dos terreiros, para que continuem a ser locais de celebração, resistência e identidade cultural. As ações incluem a restauração das estruturas físicas - como a casa de santo, os espaços de culto e as áreas de convivência -, a conservação de elementos artísticos e a promoção de atividades que envolvem a comunidade, além de ações de valorização e promoção da cultura afro-brasileira.

O intuito dos projetos é também promover a conscientização sobre a importância do patrimônio cultural afro-brasileiro e fortalecer a identidade e a resistência cultural. Além disso, os restauros são oportunidades para fomentar o turismo cultural e a educação, permitindo que mais pessoas conheçam e respeitem as tradições e a história desses locaisNa Bahia, berço histórico de diversas comunidades de terreiro, cinco locais foram contemplados: Terreiro Ilê Axé Icimimo Aganju Didé (Cachoeira), Terreiro Omo Ilê Agboulá (Itaparica), Terreiro da Casa Branca (Salvador), Terreiro do Alaketo, Ilê Maroiá Láji (Salvador) e Terreiros do Gantois (Salvador). Já na capital pernambucana, as ações aconteceram no Memorial Ilê do Terreiro Obá Ogunté no Sítio da Pai Adão.

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Segundo o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a preservação dos terreiros de matriz africana é uma ação de reparação histórica e de valorização do patrimônio cultural brasileiro. “Esses espaços guardam saberes, memórias e tradições fundamentais para a formação da nossa identidade nacional. Ao investir em sua preservação, o Governo Federal reconhece a contribuição decisiva das culturas de matriz africana para a história, a diversidade e a riqueza cultural do Brasil", explicou.     

É por meio desses projetos de arquitetura e engenharia que o Iphan estabelece as diretrizes técnicas necessárias para futuras obras de restauro, garantindo que as intervenções respeitem as especificações religiosas e a arquitetura sagrada tradicional de cada espaço.

As iniciativas reforçam o compromisso do Governo do Brasil e do Iphan em promover a valorização da herança africana no país, protegendo locais que são, há séculos, símbolos vivos da diversidade e da resistência cultural.

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