PATRIMÔNIO E TECNOLOGIA

Iphan apresenta estratégias de parcerias com big techs e novas plataformas digitais

No II Simpósio Brasileiro de Investigação Científica do Patrimônio Cultural, Instituto reforçou compromisso com a modernização da gestão e a proteção do patrimônio nacional

Publicado em 30/03/2026 00:00Modificado há 2 meses
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Foto: Iphan.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) marca presença no II Simpósio Brasileiro de Investigação Científica do Patrimônio Cultural, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de março de 2026, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. O evento, organizado em parceria pelo LAB.MOV do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), pelo Laboratório de Instrumentação Nuclear da COPPE/UFRJ e pela própria Biblioteca Nacional, reuniu pesquisadores, gestores e especialistas em torno do uso de tecnologias de ponta — como fluorescência de raios X e tomografias — na conservação, restauro, análise e restituição de bens culturais. 

A participação institucional do Iphan no simpósio ocorre em um momento estratégico de modernização de seus instrumentos de controle e gestão do patrimônio. Elisa Taveira, Coordenadora-Geral de Autorização e Fiscalização e diretora substituta do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam), mediou a mesa temática "Tópicos em Bens Integrados", no dia 26/3, consolidando a presença do Instituto no debate científico nacional. 

Para ela, a importância da participação do Iphan no evento está em compartilhar experiências institucionais e de pesquisa científica voltadas à preservação do patrimônio cultural — especialmente na área de bens móveis e integrados —, além de expor os desafios existentes e explorar possibilidades de atuação conjunta entre os participantes. "A expectativa pós-evento é a ampliação de parcerias e a construção de projetos multidisciplinares que integrem diferentes áreas do conhecimento", complementou. 

Também compondo a mesa, o museólogo do Depam Rafael Azevedo destacou que o simpósio serve como vitrine para as ações que o Iphan vem desenvolvendo por meio da tecnologia na proteção do patrimônio, aproximando a gestão pública das práticas científicas. 

Entre os temas apresentados pelo Iphan, destaca-se a atualização do Banco de Bens Culturais Procurados (BCP), plataforma digital voltada ao registro de bens culturais furtados ou desaparecidos. Em paralelo, foi anunciado o lançamento de uma nova plataforma de inventário de bens móveis e integrados, ferramenta que pretende ampliar a capacidade de identificação e rastreamento do acervo brasileiro protegido pelo Estado. 

O Instituto também apresentou suas estratégias de aproximação com grandes empresas de tecnologia — as chamadas big techs —, com o objetivo de mitigar a comercialização irregular de obras de arte e antiguidades em plataformas de comércio eletrônico. A iniciativa reflete uma abordagem contemporânea no enfrentamento ao tráfico ilícito de bens culturais, problema que afeta acervos em todo o mundo. 

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Danyelle Silva – danyelle.silva@iphan.gov.br 

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