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Iphan aborda gestão do patrimônio e sustentabilidade econômica no Conecta Missões
Foto: Mateus Berlatto/Divulgação Sedac
Entre os dias 23 e 29 de março, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) esteve no Conecta Missões, em Santo Ângelo (RS), um dos principais eventos do calendário oficial de comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis. Clara Marques, coordenadora-geral de Fomento e Economia do Patrimônio do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (Dafe/Iphan), e Rafael Passos, superintendente do Instituto no Rio Grande do Sul, participaram da programação promovida pela Secretaria da Cultura (Sedac) e organizada pela Associação dos Municípios das Missões (AMM) e pela Fundação dos Municípios das Missões (Funmissões).
No dia 24, Passos liderou a reunião sobre o papel do Iphan nas Missões, que reuniu prefeitos, secretários de cultura e turismo, representantes da AMM, da Sedac e da sociedade civil. Os municípios apresentaram demandas ligadas à gestão do patrimônio arqueológico, especialmente em relação a processos de pesquisa em sítios históricos de antigas reduções com urbanização posterior, como em Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Borja, São Nicolau e São Miguel das Missões. Também foram discutidas melhorias nos acessos aos sítios de São João Batista e São Lourenço.
Em nome do Iphan, o superintendente reiterou o compromisso de priorizar a análise de processos vinculados ao calendário dos 400 anos e destacou a importância de arqueólogos nos quadros técnicos municipais. “A gestão compartilhada do patrimônio cultural exige parceria e diálogo constante entre Iphan, estado e municípios, seja para a conservação das ruínas, ampliação dos sítios arqueológicos aptos à visitação, seja para a promoção do turismo cultural na região”, ressaltou Passos.
O seminário “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade” fez parte da programação do dia 26, com exibição sobre pesquisa inédita de mesmo nome realizada pelo Iphan e o Observatório da Economia Criativa da Bahia (Obec Bahia). “Apresentamos os resultados preliminares da pesquisa e já fizemos a conexão com a etapa de campo nas Missões, que acontece em abril. Esse encaixe com o momento dos 400 anos é muito significativo”, comentou a coordenadora-geral do Dafe/Iphan. A partir da análise de 12 bens culturais, o estudo visa identificar as dinâmicas econômicas associadas ao patrimônio cultural brasileiro e como elas contribuem para a sua sustentabilidade, preservação, salvaguarda e promoção.No mês de março, a equipe da pesquisa retomou a etapa das investigações em campo, e as Ruínas de São Miguel das Missões estão entre os seis bens a serem visitados até maio. Clara ainda fez a conexão do tema do seminário com a atual edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que trata “Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda” e está com inscrições abertas.
Leia sobre o edital da 39ª edição do Prêmio Rodrigo.
Os eventos de comemoração da data são organizados pela Comissão Oficial dos 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis, coordenada pela Secretaria da Cultura (Sedac) do Rio Grande do Sul. O Iphan participa do grupo, composto também por representantes da sociedade civil, prefeituras, universidades e instituições de ensino, entre outras entidades. Seus integrantes foram designados pelas portarias 77/2025 e 90/2025, da Sedac.
O Iphan nos 400 anos das Missões
Dentro do contexto dos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, o Iphan destaca um conjunto de ações para preservar o patrimônio material, imaterial e arqueológico da região missioneira no Rio Grande do Sul. As iniciativas focam em sítios históricos como São Nicolau, São João Batista, São Lourenço Mártir e, especialmente, São Miguel Arcanjo, que é Patrimônio Mundial.
Além das ruínas físicas, o órgão evidencia a importância da “Tava — Lugar de Referência para o Povo Guarani”, que, devido à sua importância para a história e a cultura do povo Guarani-Mbyá, em 2014 o local foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, no Livro de Registro de Lugares.
Leia sobre as ações do Iphan que celebram os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis.
História
As Missões foram criadas pelos jesuítas ao longo dos séculos 17 e 18, em seu empenho de colonização dos territórios no Sul do Brasil, na Argentina e no Paraguai. No território brasileiro, os conjuntos arquitetônicos remanescentes desse episódio marcante da história da região são os sítios de São Nicolau, São João Batista, São Lourenço Mártir e São Miguel Arcanjo, todos tombados em nível federal. São Miguel Arcanjo, por sua vez, foi declarado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial Cultural, em 1983, devido ao seu "valor universal excepcional".
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