Iniciadas as obras de restauração da Casa do Canela, no Piauí, com apoio do Iphan
Imóvel localizado no município de Oeiras integra conjunto histórico e paisagístico reconhecido pelo Instituto

Um exemplar típico da arquitetura rural do Piauí, a Casa do Canela, localizada no município de Oeiras, teve a ordem de serviço que autoriza o início das obras de restauração e requalificação assinada no dia 4 de maio. O imóvel é tombado pelo estado do Piauí desde 1981 e integra o Conjunto Histórico e Paisagístico reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A edificação possui paredes de taipa de carnaúba e telhado em duas águas, com caimento para a fachada frontal e alpendre com pé-direito baixo. A intervenção compreende a requalificação da edificação antiga, a inserção de uma nova edificação anexa, tratamento paisagístico, iluminação e acessibilidade. A restauração é pautada na preservação e manutenção integral dos elementos autênticos tipológicos, espaciais e construtivos da edificação, em respeito à história dessa casa de fazenda e do conjunto histórico e paisagístico de Oeiras, da qual faz parte.
O projeto foi desenvolvido por profissionais habilitados no campo da arquitetura e da restauração do patrimônio edificado, contratados pela Fundação Nogueira Tapety, proprietária da edificação, e acompanhado pela superintendência do Iphan no estado do Piauí. De acordo com a arquiteta do Iphan no estado e fiscal do conjunto tombado, Claudiana Cruz dos Anjos, "a recuperação dessa edificação histórica fortalece a preservação do conjunto tombado e se reveste de grande relevância para a comunidade local por possibilitar, além da recuperação de sua integridade física, a democratização do acesso a esse bem, cujo uso será de caráter cultural".
De acordo com a Secretaria de cultura do Piauí (Secult) o investimento total para a obra chega a R$ 2.3 milhões e a maior parte dos recursos vem de emenda parlamentar. Ao longo de sua história, que se inicia a partir de 1880, a Casa do Canela passou por duas reformas, uma no final do século XIX e outra na década de 1960.
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