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CANTEIROS-MODELO DE CONSERVAÇÃO
Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira (RO) recebe oficinas do Programa Conviver
Comunidade recebe oficina do programa Conviver (Foto: Acervo/Iphan)
Na fronteira com a Bolívia, em Costa Marques (RO), um sítio arqueológico guarda as estruturas remanescentes do Real Forte Príncipe da Beira, maior edificação militar portuguesa fora da Europa. Tombado pelo Iphan desde 1950, o local é um marco da defesa colonial. Construído no século XVIII com mão de obra de escravizados, hoje, seus arredores abrigam a Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, que vive há mais de 200 anos na região.
Na segunda quinzena de fevereiro, os moradores da vila participaram de oficinas do Programa Conviver, que o Iphan tem implementado em cidades históricas nas cinco regiões do país. As atividades foram pensadas como uma oportunidade para a comunidade discutir melhorias das condições de vida na localidade, ao mesmo tempo que se insere num processo colaborativo de conservação do sítio arqueológico.
“Trata-se de um trabalho de organização dos que ali convivem em prol da preservação do seu próprio patrimônio, que é também patrimônio da história nacional. A comunidade está passando pelo processo de reconhecimento como território quilombola, e as oficinas são direcionadas às perspectivas dos moradores, buscando conciliar melhorias nos seus espaços com debates sobre a preservação do patrimônio cultural brasileiro”, explica o coordenador-geral de Conservação do Iphan, Paulo Farsette.
Um dos pontos tratados nas palestras e oficinas é a sede do Centro Comunitário da Associação Quilombola. Ali o plano é desenvolver o projeto de arquitetura, qualificando e trabalhando conhecimentos tradicionais da comunidade nas estruturas desse espaço, além de capacitar a comunidade para a lida na conservação do Forte.
Em todas as cidades em que é implantado, o Conviver é realizado em parceria com universidades e institutos federais. No caso do município de Costa Marques, o Instituto Federal de Rondônia (IFRO) é a instituição executora das atividades do programa, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Em 2025, foram investidos R$ 250 mil na localidade, e existe a previsão do mesmo valor para este ano.
Sobre o Conviver
Voltado para pessoas que convivem diariamente com o patrimônio cultural nas cidades históricas do nosso país, o Programa Conviver envolve comunidades de baixa renda na gestão colaborativa de bens culturais protegidos pelo Estado brasileiro. Partindo da própria história e dos conhecimentos dessas comunidades, o Iphan capacita esses moradores para a conservação de suas casas, espaços públicos, práticas e saberes, por meio de assistência técnica gratuita, em parceria com universidades e institutos federais.
A estratégia do Programa Conviver se baseia nos Canteiros-Modelo de Conservação: núcleos de ensino e aprendizado onde professores e estudantes de Arquitetura, Engenharia, História, Antropologia, Conversação e Restauro, entre outros cursos relacionados ao patrimônio, trocam conhecimentos com a população para garantir a conservação preventiva de imóveis, priorizando técnicas construtivas tradicionais, bem como a transmissão e continuidade de saberes e práticas ligados à cultura local.
Até o momento, o Conviver está em 21 cidades em todo o País, com outros 10 canteiros-modelo em fase de planejamento ou já pactuados com universidades locais, ainda aguardando recursos para sua implantação. Cerca de R$ 33,4 milhões aplicados desde o início da nacionalização do programa, em 2023.
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