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ABACC oferece oportunidade de trabalho para oficial de operações
A Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC) anuncia que está oferecendo uma vaga de trabalho para o cargo de oficial de operações na sede brasileira da instituição, na cidade do Rio de Janeiro.
Os interessados em concorrer a essa vaga têm até 19 de setembro para completar e enviar o Formulário de Histórico Profissional (disponível em anexo), juntamente com o curriculum vitae, ao endereço eletrônico vaga@abacc.org.br. A ABACC exige que os candidatos disponham dos seguintes requisitos:
- Título universitário em engenharia, química ou física, com o mínimo de dez anos de experiência no setor nuclear;
- Sólidos conhecimentos do ciclo do combustível nuclear, englobando suas diversas fases, instalações e os fluxos de material nuclear;
- Formação e experiência em salvaguardas;
- Experiência na coordenação de negociações;
- Sólidos conhecimentos em espanhol e inglês (oral e escrito);
- Capacidade de trabalho em equipe, de gerenciamento de pessoal e de atividades, bem como disponibilidade para realizar missões de trabalho em locais na Argentina e no Brasil, e outros.
A seleção dos candidatos será executada por um Comitê composto por três membros da Secretaria da ABACC, para posterior avaliação pela Comissão dessa agência.
Quem for considerado apto a ocupar o posto de oficial de operações iniciará suas atividades profissionais em 1º de abril de 2026, na modalidade presencial e com de dedicação exclusiva ao órgão. O contrato de trabalho terá duração máxima de três anos, podendo ser renovado por igual período, caso receba a aprovação da comissão da ABACC.
Veja as atribuições de um oficial de operações da ABACC
- Planejar e coordenar com as Autoridades Nacionais e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) o cronograma de inspeções de salvaguardas;
- Preparar, conduzir e controlar as inspeções de salvaguardas, instruindo os inspetores em cada caso;
- Gerenciar os meios e recursos necessários para que os inspetores executem as atividades de inspeção;
- Rever e aprovar os relatórios de inspeções;
- Definir, elaborar, manter e controlar a base de dados de inspeções garantindo a interação com outras bases de dados da ABACC;
- Manter e controlar os aspetos administrativos relacionados aos inspetores, tais como: documentação, atestados e outros;
- Avaliar o desempenho dos inspetores e analisar periodicamente com a Secretaria a lista de inspetores;
- Desenvolver, analisar e manter atualizados os procedimentos para atividades realizadas no campo pelos inspetores;
- Assessorar a Secretaria, em coordenação com o setor de Apoio Técnico, na definição dos equipamentos necessários para as inspeções;
- Assegurar que os critérios de salvaguardas aplicados pela ABACC sejam compatíveis com os da AIEA;
- Propor periodicamente à Secretaria um plano de esforço de inspeção por instalação;
- Avaliar o resultado das inspeções em coordenação com o setor de Planejamento e Avaliação;
- Avaliar as implicações de discrepâncias e anomalias, e recomendar aos secretários, em coordenação com os setores de Planejamento e Avaliação e Contabilidade e Tratamento da Informação, as ações a serem seguidas;
- Promover, em coordenação com os setores de Planejamento e Avaliação e Apoio Técnico, a aplicação de técnicas e procedimentos para melhorar a relação custo-eficácia na aplicação de salvaguardas;
- Coordenar e participar de reuniões da ABACC com outras instituições, no âmbito de atuação do setor;
- Colaborar no treinamento e capacitação de inspetores.
O que faz a ABACC?
Criada em 18 de julho de 1991 com a assinatura do Acordo Bilateral entre a Argentina e o Brasil para o Uso Exclusivamente Pacífico da Energia Nuclear, na cidade mexicana de Guadalajara, a ABACC tem como principal missão garantir que os materiais e instalações nucleares existentes nesses dois países sul-americanos e na comunidade internacional sejam aplicados para esse objetivo, e que não sejam desviados para fins bélicos. Também no ano de 1991, aconteceu a inauguração da sede da ABACC na Avenida Rio Branco, centro do Rio de Janeiro.
A política adotada por Brasil e Argentina que levou ao surgimento da ABACC demonstrava a transparência de seus programas nucleares, criando um ambiente de confiança mútua, e colaborando para incrementar a segurança regional e internacional.
Escrito por: José Lucas Brito (SETCOS/IEN)