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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Oficinas da Taxonomia Sustentável Brasileira avançam na construção da segunda edição da TSB
Entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, o Ministério da Fazenda promoveu, em Brasília, a primeira semana de oficinas presenciais da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) do ano, dedicada à construção da segunda edição do instrumento que orienta investimentos alinhados aos objetivos ambientais, climáticos e sociais do país. Os encontros reuniram representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo, organismos multilaterais e especialistas técnicos para debater os próximos avanços da agenda de finanças sustentáveis.
Ao longo da semana, os participantes discutiram metodologias, critérios técnicos e diretrizes para novos objetivos da TSB, com foco em biodiversidade, uso sustentável da terra e das florestas, economia circular e redução das desigualdades regionais. As atividades também contribuíram para o alinhamento das propostas que irão compor a próxima versão da Taxonomia.
Segundo o subsecretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Matias Cardomingo, a nova etapa não prevê alterações nos critérios e atividades que já tenham sido aprovados na primeira edição: “nada do que foi discutido durante a primeira edição está em xeque. Não vamos revisitar critérios nem listas de atividades já aprovadas. O que estamos fazendo agora é selecionar novas atividades e definir novos critérios que representem novas rotas tecnológicas ou atividades que ainda não apareceram como relevantes, ampliando o alcance da Taxonomia Sustentável Brasileira sem alterar o que já foi construído”, explicou.
As oficinas também avançaram nas discussões sobre implementação da TSB, incluindo o desenvolvimento do Portal MRV (Monitoramento, Relato e Verificação), construído em parceria com o Serpro, e a estruturação do sistema de avaliação de conformidade para títulos sustentáveis e operações de crédito, cuja estruturação está sendo realizada em parceria com o Inmetro.
A programação incluiu ainda reuniões dos grupos técnicos organizados pela CNAE, debates sobre sociobiodiversidade e transversalidade da economia circular, oficinas de verificação e encontros voltados à construção dos indicadores para avaliar o alinhamento ao Objetivo 10, direcionado à redução das desigualdades regionais e territoriais do país.
As discussões reforçaram também a participação do Brasil nos debates internacionais sobre interoperabilidade de taxonomias sustentáveis e integração entre objetivos ambientais, climáticos e sociais, tema que vem ganhando espaço na mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável.
A expectativa do Ministério da Fazenda é concluir, ainda em 2026, os critérios técnicos da segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira, fortalecendo o instrumento como referência para orientar investimentos sustentáveis e apoiar a agenda de transformação ecológica do país.
"A Semana das Oficinas foi realizada com apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, e da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), com recursos da União Europeia e do governo da Alemanha. "
![29/05/2026 - [SEMC] Oficinas da Taxonomia Sustentável Brasileira](https://live.staticflickr.com/65535/55307299316_ca14822088_c.jpg)