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Covid-19

Brasil registra queda de 1,5% no PIB do primeiro trimestre devido à pandemia

Comparado ao mesmo período de 2019, houve queda de 0,3%, aponta a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia
Publicado em 29/05/2020 17h26 Atualizado em 29/05/2020 17h32

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) registrou redução de 1,5% no crescimento econômico nos primeiros três meses deste ano comparado ao mesmo período de 2019, já com o ajuste sazonal. A queda do Produto Interno Bruto (PIB) reflete o impacto da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19) na atividade econômica brasileira. Os números divulgados nesta sexta-feira (29/5) foram discutidos pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME), que divulgou nota informativa analisando o resultado do PIB.

 

Acesse a Nota Informativa - Atividade Econômica e Resultados do PIB do 1º Trimestre de 2020 (29/05/2020)

 

Dos setores produtivos, a agropecuária foi o único que obteve crescimento: 0,6% no primeiro trimestre, conforme análise pela ótica da oferta. Esse bom desempenho do setor se deve, sobretudo, à colheita de soja, principal cultura brasileira, que deverá apresentar safra recorde este ano, como aponta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Já serviços e indústria tiveram retração de -1,6% e 1,4% respectivamente. 

O estudo da SPE mostra também que, do lado da demanda, houve avanço dos investimentos (3,1%), recuo no consumo das famílias (-2,0%) e ligeiro aumento nos gastos do governo (0,2%). Em relação ao setor externo, as exportações retraíram -0,9%; enquanto as importações tiveram ajuste positivo de 2,8%. O resultado do 1º trimestre de 2020 ficou um pouco abaixo da projeção da SPE (-1,3%), realizada em 5 de maio e divulgada no Boletim MacroFiscal deste mês.

Desafios pós-pandemia

De acordo com a equipe econômica, após a pandemia, o país terá de enfrentar quatros grandes desafios: o desemprego, o aumento da pobreza, o grande número de falências e a necessidade de um mercado de crédito mais eficiente. Para tanto, será importante e necessária a continuidade das reformas estruturais.