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Empresas estatais têm lucro recorde em 2019

Resultado é o maior valor verificado desde 2008
Publicado em 09/07/2020 18h50 Atualizado em 10/07/2020 16h36

As empresas estatais federais apresentaram um lucro de R$ 109,1 bilhão em 2019. O valor é 53% maior do que o lucro verificado em 2018, além de ser o maior resultado desde 2008. Os números constam no 13º Boletim das Empresas Estatais Federais – que traz dados referentes ao 4º trimestre de 2019 – divulgado nesta quinta-feira (9/7) pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia.

Confira a Apresentação – Boletim das Empresas Estatais Federais (09/07/2020)

“Tivemos uma evolução no lucro das estatais da ordem de 53%. O setor produtivo, com destaque para a Petrobras, apresentou lucro de R$ 51,9 bilhões. No setor financeiro, o lucro foi de R$ 59 bilhões. Já as empresas dependentes apresentaram prejuízo de R$ 1,8 bilhão”, declarou Amaro Gomes, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia. 

Entre os grupos analisados, o maior crescimento percentual verificado foi no Grupo BNDES, que saiu de um lucro de R$ 6,7 bilhões em 2018 para R$ 17,7 bilhões em 2019 (164%). Os grupos Petrobras e Caixa, que juntos representaram 57% do total apurado, tiveram os maiores lucros. Os conglomerados do Setor Financeiro apresentaram lucro de R$ 56,9 bilhões, enquanto os do Setor Produtivo apresentaram lucro de R$ 51,7 bilhões. Os conglomerados BB, BNDES, Caixa, Eletrobras e Petrobras representam mais de 90% dos Ativos Totais e do Patrimônio Líquido das empresas estatais federais, conforme dados contábeis de dezembro de 2019.

De acordo com o Boletim, em 2019 houve uma redução de 10 empresas de controle direto e indireto da União, totalizando 200 empresas estatais federais. Desse total, 46 são de controle direto, sendo que 18 são dependentes de recursos do Tesouro Nacional e 28 não são dependentes. As outras 154 empresas são de controle indireto.

O secretário destacou que, “no primeiro Boletim das Estatais, em 2016, tínhamos um total de 228 empresas. Houve uma redução global de 28 estatais desde a primeira edição. Hoje são 200 estatais sob coordenação da Sest”.  

Redução de pessoal

Em 2019, em comparação a 2018, houve uma redução de cerca de 18,3 mil pessoas nos quadros das estatais. Isso significa uma queda de 3,7% no contingente de pessoal. Nos Correios, foram desligados cerca de 5,9 mil empregados e, no Banco do Brasil, 4,2 mil empregados foram desligados.

Da redução total do quantitativo de pessoal das estatais, cerca de 3.500 posições decorreram das desestatizações do período e o restante, em grande parte, do resultado da implementação de programas de desligamento voluntário de empregados (PDVs), cuja estimativa de economia na folha de pagamentos é da ordem de R$ 2,10 bilhões.

“Nas situações em que há desestatização, esses empregados passam a não compor mais a base de empregados públicos, mas passam a ser empregados da iniciativa privada”, disse Amaro Gomes.


 

 
 13º edição do Boletim das Empresas Estatais Federais

Assista à Coletiva de divulgação do boletim