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EBSERH/HUSM
Superientendência aceita convite da Cacism e fala sobre as melhorias que a Ebserh trouxe ao HUSM
Publicado em
18/12/2014 16h17
Atualizado em
17/07/2015 16h21
Atendendo a um convite do presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Santa Maria (Cacism), Luiz Fernando Pacheco, a Superintendente do Hospital Universitário, Elaine Resener, e o Gerente Administrativo, João Batista Vaconcellos, participaram de um bate-papo com os empresários locais, no final da tarde de terça-feira (16).
O encontro foi na sede da entidade e durou cerca de duas horas. A pauta era a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – gestora do HUSM desde dezembro de 2013 – e futura gestora do Hospital Regional, assim que as obras forem concluídas e os equipamentos comprados pelo Governo do Estado.
- Esse encontro era para ter acontecido antes da assinatura do Termo de Cooperação técnica e até mesmo da votação no Conselho Universitário, mas por força de agendas, só foi possível agora. Queremos saber mais sobre a Ebserh – disse Pacheco.
Elaine Resener respondeu a pergunta principal comprovando números e qualificação dos serviços ofertados para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Também apresentou a estrutura da empresa, seus funcionamento, trajetória e um pouco do histórico.
A adesão da UFSM à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – em dezembro de 2013 - transformou significativamente a rotina no Hospital Universitário. Tal fato torna-se visível através da reestruturação da força de trabalho, da melhoria e ampliação da área física e da aquisição de novas tecnologias.
A primeira delas - ampliação do quadro de trabalhadores - era uma reivindicação antiga. Necessidade essa que foi suprida com concurso público para contratação de 791 vagas nas áreas Administrativa, Assistencial e Médica. Mais da metade dos aprovados já estão atuando no HUSM. O restante vai ingressar até março de 2015.
Um segundo concurso está com o edital aberto. São ofertadas 120 vagas nas três áreas. Para o início de 2015 existe a previsão de um terceiro concurso via Ebserh (leia abaixo).
A ampliação no número de leitos também sofreu impacto positivo com a gestão Ebserh.
- Trabalhávamos com 286. Hoje são 362 e trocamos todas as camas do hospital por camas modernas com controle remoto, o que dá mais autonomia para o paciente e o familiar na hora de movimentá-lo na cama, além de facilitar o trabalho da equipe de Saúde. – salientou a Superintendente.
A modernização da gestão – outra meta da empresa – foi uma das primeiras providências adotadas. Para realizar todo esse planejamento, conhecer as demandas hospitalares, assim que o termo de adesão foi assinado, uma equipe técnica da Ebserh foi designada para fazer esse diagnóstico.
Durante um ano, paralelo a esse levantamento, 10 servidores, de diversas áreas, participaram de um curso de especialização no Hospital Sírio-libanês, em São Paulo. O trabalho de conclusão de curso dessa turma – o TCC – resultou no Plano Diretor Estratégico do hospital.
- Pela primeira vez em 30 anos trabalhando no HUSM podemos ir ao encontro da demanda real da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde e dos municípios e perguntar: Qual é a necessidade de vocês? O cenário mudou. Nem imaginei que pudesse ver isso num próximo contrato de metas com expansão de até 30% das ofertas de serviço – conclui Elaine Resener.
No final da exposição, alguns questionamentos pessoais dos empresários foram respondidos e podem ser conferidos abaixo.
- Precisávamos formar mais profissionais com mentalidade SUS. Acredito que, como essa decisão de o HUSM – através da Ebserh – assumir a gestão do Hospital Regional, vamos retomar o protagonismo que tínhamos na área da saúde – afirmou Pacheco.
As dúvidas
Os questionamentos foram reunidos por assunto e não na ordem cronológica em que foram feitos.
Empresários - Ouvimos comentários na Imprensa e de alguns políticos de que transformar o Hospital Regional em um Hospital Escola não seria a melhor opção. Qual será a prioridade de atendimento no Hospital Regional? Será que o hospital vai ser aquilo que sonhamos?
Superintendente – Há uma diferença entre Hospital-Escola e Hospital de Ensino. No primeiro caso, o foco único é a Educação. O Hospital Regional será um hospital de Ensino, que tem uma visão mais moderna. Isso significa que será um hospital onde o Ensino e a Pesquisa se inserem na assistência e não o inverso. O foco principal é o paciente com suas necessidades.
Empresários – Que serviços o Hospital Regional vai oferecer? Vai ser uma extensão do HUSM?
Superintendente – Não entendemos o Hospital Regional como uma extensão do HUSM e sim como uma unidade especializada e explico o motivo. Quem vai definir os serviços a serem prestados pelo Hospital Regional não é o HUSM. Quem vai dizer qual é a necessidade regional é a 4º Coordenadoria Regional de Saúde, que representa o Estado, composta por seus secretários municipais. São eles os que mais sabem o que lhe bate à porta. Pretendemos seguir a vocação inicial até porque vivenciamos essa carência regional na área de reabilitação, ortopedia, traumatologia e queimados.
Empresários – Como será o atendimento no Regional?
Superintendente – O atendimento será integralmente pelo SUS. O Regional não será porta aberta, será um hospital de referência. Irão para lá pacientes, por exemplo, vítima de trauma que foram atendidos no Pronto-Socorro do HUSM e que, depois de estável, passarão por cirurgia no Regional. Dessa forma, esse paciente que tinha um tempo de internação prolongado devido à espera por cirurgia, será liberado mais rápido, melhorando assim o fluxo do atendimento no HUSM. Destacamos que todos os atendimentos terão seu fluxo regulado conforme prevê a regulação do SUS.
Empresários – Será possível aproveitar o concurso já feito pela Ebserh para contratar funcionários para o Hospital Regional?
Superintendente – A Ebserh e o Ministério do Planejamento trabalham com um cálculo de aproximadamente 5 funcionários por leito para que o atendimento seja viável. Assim, – tendo como base que quando atingir seu amplo funcionamento o Regional terá mais de 200 leitos – estamos falando em mil novas vagas de emprego. Se o concurso anterior estiver no prazo de validade e se tiver banco de vagas paras as funções necessárias, poderemos chamar.
Mas lembrem de que isso não será possível para todas as áreas pois o Regional não terá a mesma vocação do HUSM. Portanto serão especialidades de atendimento distintas e terá que ocorrer um novo concurso, previsto para 2015. Uma equipe técnica – assim que a cadência da área for oficializada – fará o direcionamento dos serviços e irá mensurar a quantidade de vagas necessária para cada especialidade.
Empresários – Quando o Hospital Regional vai começar a funcionar?
Superintendente – No termo de Cooperação Técnica, assinado em 11 de dezembro pelo Governo do Estado e a Universidade Federal de Santa Maria, consta que cabe a Secretaria Estadual de Saúde concluir a obra e equipar o Hospital Regional. A UFSM, por meio do Hospital Universitário e, portanto, da Ebserh ficará responsável pela contratação e folha de pagamento dos funcionários e também para custeio. Entretanto para que isso se efetive, a obra deve estar concluída e os equipamentos comprados. Só assim assinaremos o termo de cedência da área.
O que quero dizer com tudo isso é que, por mais que queiramos, não é possível precisar a data que o Hospital Regional dará início ao atendimento, porque dependemos do Estado que por sua vez sinalizou que as duas etapas estarão concluídas até março. O que posso dizer é que, antes mesmo do concurso, temos condições de transferir parte do serviço de Reabilitação para o Regional e iniciarmos o atendimento. De forma integral, o Hospital deverá estar funcionando em 2016.
O encontro foi na sede da entidade e durou cerca de duas horas. A pauta era a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – gestora do HUSM desde dezembro de 2013 – e futura gestora do Hospital Regional, assim que as obras forem concluídas e os equipamentos comprados pelo Governo do Estado.
- Esse encontro era para ter acontecido antes da assinatura do Termo de Cooperação técnica e até mesmo da votação no Conselho Universitário, mas por força de agendas, só foi possível agora. Queremos saber mais sobre a Ebserh – disse Pacheco.
Elaine Resener respondeu a pergunta principal comprovando números e qualificação dos serviços ofertados para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Também apresentou a estrutura da empresa, seus funcionamento, trajetória e um pouco do histórico.
A adesão da UFSM à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – em dezembro de 2013 - transformou significativamente a rotina no Hospital Universitário. Tal fato torna-se visível através da reestruturação da força de trabalho, da melhoria e ampliação da área física e da aquisição de novas tecnologias.
A primeira delas - ampliação do quadro de trabalhadores - era uma reivindicação antiga. Necessidade essa que foi suprida com concurso público para contratação de 791 vagas nas áreas Administrativa, Assistencial e Médica. Mais da metade dos aprovados já estão atuando no HUSM. O restante vai ingressar até março de 2015.
Um segundo concurso está com o edital aberto. São ofertadas 120 vagas nas três áreas. Para o início de 2015 existe a previsão de um terceiro concurso via Ebserh (leia abaixo).
A ampliação no número de leitos também sofreu impacto positivo com a gestão Ebserh.
- Trabalhávamos com 286. Hoje são 362 e trocamos todas as camas do hospital por camas modernas com controle remoto, o que dá mais autonomia para o paciente e o familiar na hora de movimentá-lo na cama, além de facilitar o trabalho da equipe de Saúde. – salientou a Superintendente.
A modernização da gestão – outra meta da empresa – foi uma das primeiras providências adotadas. Para realizar todo esse planejamento, conhecer as demandas hospitalares, assim que o termo de adesão foi assinado, uma equipe técnica da Ebserh foi designada para fazer esse diagnóstico.
Durante um ano, paralelo a esse levantamento, 10 servidores, de diversas áreas, participaram de um curso de especialização no Hospital Sírio-libanês, em São Paulo. O trabalho de conclusão de curso dessa turma – o TCC – resultou no Plano Diretor Estratégico do hospital.
- Pela primeira vez em 30 anos trabalhando no HUSM podemos ir ao encontro da demanda real da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde e dos municípios e perguntar: Qual é a necessidade de vocês? O cenário mudou. Nem imaginei que pudesse ver isso num próximo contrato de metas com expansão de até 30% das ofertas de serviço – conclui Elaine Resener.
No final da exposição, alguns questionamentos pessoais dos empresários foram respondidos e podem ser conferidos abaixo.
- Precisávamos formar mais profissionais com mentalidade SUS. Acredito que, como essa decisão de o HUSM – através da Ebserh – assumir a gestão do Hospital Regional, vamos retomar o protagonismo que tínhamos na área da saúde – afirmou Pacheco.
As dúvidas
Os questionamentos foram reunidos por assunto e não na ordem cronológica em que foram feitos.
Empresários - Ouvimos comentários na Imprensa e de alguns políticos de que transformar o Hospital Regional em um Hospital Escola não seria a melhor opção. Qual será a prioridade de atendimento no Hospital Regional? Será que o hospital vai ser aquilo que sonhamos?
Superintendente – Há uma diferença entre Hospital-Escola e Hospital de Ensino. No primeiro caso, o foco único é a Educação. O Hospital Regional será um hospital de Ensino, que tem uma visão mais moderna. Isso significa que será um hospital onde o Ensino e a Pesquisa se inserem na assistência e não o inverso. O foco principal é o paciente com suas necessidades.
Empresários – Que serviços o Hospital Regional vai oferecer? Vai ser uma extensão do HUSM?
Superintendente – Não entendemos o Hospital Regional como uma extensão do HUSM e sim como uma unidade especializada e explico o motivo. Quem vai definir os serviços a serem prestados pelo Hospital Regional não é o HUSM. Quem vai dizer qual é a necessidade regional é a 4º Coordenadoria Regional de Saúde, que representa o Estado, composta por seus secretários municipais. São eles os que mais sabem o que lhe bate à porta. Pretendemos seguir a vocação inicial até porque vivenciamos essa carência regional na área de reabilitação, ortopedia, traumatologia e queimados.
Empresários – Como será o atendimento no Regional?
Superintendente – O atendimento será integralmente pelo SUS. O Regional não será porta aberta, será um hospital de referência. Irão para lá pacientes, por exemplo, vítima de trauma que foram atendidos no Pronto-Socorro do HUSM e que, depois de estável, passarão por cirurgia no Regional. Dessa forma, esse paciente que tinha um tempo de internação prolongado devido à espera por cirurgia, será liberado mais rápido, melhorando assim o fluxo do atendimento no HUSM. Destacamos que todos os atendimentos terão seu fluxo regulado conforme prevê a regulação do SUS.
Empresários – Será possível aproveitar o concurso já feito pela Ebserh para contratar funcionários para o Hospital Regional?
Superintendente – A Ebserh e o Ministério do Planejamento trabalham com um cálculo de aproximadamente 5 funcionários por leito para que o atendimento seja viável. Assim, – tendo como base que quando atingir seu amplo funcionamento o Regional terá mais de 200 leitos – estamos falando em mil novas vagas de emprego. Se o concurso anterior estiver no prazo de validade e se tiver banco de vagas paras as funções necessárias, poderemos chamar.
Mas lembrem de que isso não será possível para todas as áreas pois o Regional não terá a mesma vocação do HUSM. Portanto serão especialidades de atendimento distintas e terá que ocorrer um novo concurso, previsto para 2015. Uma equipe técnica – assim que a cadência da área for oficializada – fará o direcionamento dos serviços e irá mensurar a quantidade de vagas necessária para cada especialidade.
Empresários – Quando o Hospital Regional vai começar a funcionar?
Superintendente – No termo de Cooperação Técnica, assinado em 11 de dezembro pelo Governo do Estado e a Universidade Federal de Santa Maria, consta que cabe a Secretaria Estadual de Saúde concluir a obra e equipar o Hospital Regional. A UFSM, por meio do Hospital Universitário e, portanto, da Ebserh ficará responsável pela contratação e folha de pagamento dos funcionários e também para custeio. Entretanto para que isso se efetive, a obra deve estar concluída e os equipamentos comprados. Só assim assinaremos o termo de cedência da área.
O que quero dizer com tudo isso é que, por mais que queiramos, não é possível precisar a data que o Hospital Regional dará início ao atendimento, porque dependemos do Estado que por sua vez sinalizou que as duas etapas estarão concluídas até março. O que posso dizer é que, antes mesmo do concurso, temos condições de transferir parte do serviço de Reabilitação para o Regional e iniciarmos o atendimento. De forma integral, o Hospital deverá estar funcionando em 2016.