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DESCARTE CORRETO
Servidores participam de capacitação sobre a separação dos resíduos hospitalares no HUSM
Separar o lixo e dar a destinação correta para os diferentes tipos de resíduos é responsabilidade de todo cidadão. Se essa tarefa é importante em casa, imagine no ambiente hospitalar onde, além do lixo orgânico e reciclável, são produzidos resíduos tóxicos e infectantes. Para explicar sobre a forma correta de separar esses resíduos – em que tipo de embalagem cada um deve ser armazenado e qual o destino dado a cada uma – Pâmela Guimarães, representante da empresa Ambserv Tratamento de resíduos, esteve no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) na quinta-feira, 25.
Pâmela ministrou palestra para duas turmas – uma de manhã e outra de tarde – no Auditório Gulerpe.
- Cada um de nós é responsável pelo lixo que produz. Temos o dever de cuidar do meio ambiente e zelar pelas futuras gerações. Pesquisas apontam que por dia, cada cidadão produz um quilo de lixo – disse.
A separação correta evita acidentes de trabalho e contaminação do meio ambiente. Para isso, cada tipo de lixo deve ser armazenado em uma embalagem de cor diferente para que receba também um tratamento diferenciado (veja quadro abaixo). O material contaminado, por exemplo, antes de ir para o aterro sanitário passa por um processo de autoclavagem. Ou seja, é submetido a altas temperaturas, o que elimina o risco de contaminação e reduz em 30% o tamanho do resíduo. Contudo, há materiais que precisam ser incinerados, como as peças anatômicas. O custo desse processo é ainda mais caro, pois a queima é controlada. Fornos que atingem 1.200° C de temperatura reduzem o resíduo em até 90%. No ano passado, o HUSM investiu cerca de R$2 milhões para dar a destinação correta aos seus resíduos tóxicos e infectantes.
- Explicar todo esse processo e em que tipo de embalagem deve ser armazenado cada resíduo traz segurança para o funcionário e economia para o hospital, pois a nossa empresa não manipula os resíduos. Isto é, não abrimos as embalagens. Partimos do pressuposto que o resíduo colocado ali corresponde àquela categoria e cobramos por quilo para que ele seja tratado e armazenado da forma correta – afirma Pâmela.
A coleta de lixo tóxico e infectante é feita pela Ambserv de segunda a sexta-feira, pela manhã. O orgânico é recolhido pela prefeitura e o reciclável por uma associação de catadores, três vezes por semana.
Contudo, a realidade brasileira está longe do ideal. Segundo Pâmela, no país, apenas 18% dos municípios tem coleta seletiva e cerca de 5% dos resíduos são reciclados. O restante vai parar nos lixões e nos poucos aterros sanitários.
- Enquanto que na Alemanha, 40% do lixo é reciclado e o restante é queimado e transformado em energia – revelou.
Resíduos tóxicos e infectantes recolhidos em 2017
Resíduo Químicos - cerca de 148 mil litros – saco laranja
Resíduos Infectantes – cerca de 146 mil litros – saco branco
Perfuro-cortante – cerca de 88 mil litros – caixa amarela
Pilhas e baterias – cerca de 97 quilos – bombonas identificas com a caveira laranja
Lâmpadas fluorescentes – 3.838 unidades
Peças anatômica – 2.538 quilos – saco vermelho
Valor investido para coleta e tratamento – R$ 2 milhões