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SAÚDE DA MULHER
Serviço de Obstetrícia do HUSM apresenta protocolos de parto normal e de cesariana
Na manhã de terça-feira, 5, o Serviço de Obstetrícia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) apresentou para os profissionais e residentes com atuação na área materno-infantil os protocolos clínicos de parto normal e cesariana. O protocolo elaborado pelas médicas Cristine Kolling Knopka e Caroline Mombaque dos Santos, com orientação da Unidade de Planejamento e Assessoria está em validação e pode ser consultado pela Intranet do HUSM.
O documento prevê as práticas adotadas desde o momento da internação da paciente com gravidez de alto risco no hospital, os exames a serem realizados durante todas as fases da internação até o momento do parto propriamente dito ( seja espontâneo ou cesariana), além da padronização dos medicamentos a serem prescritos em casos de complicação pós-parto. Atualmente, segundo a Dr.ª Caroline, a cada 1 mil gestantes brasileiras, 76 apresentam complicações como, por exemplo, hemorragia e lesão na bexiga.
Também foi salientada a importância do partograma (documento que registra a evolução do trabalho de parto) para atestar a necessidade de procedimento cirúrgico (cesariana).
Outro tema que veio a tona foi a regulamentação da chamada “cesariana a pedido”, anunciada pelo Ministério da Saúde no início do ano, como forma de reduzir a prematuridade decorrente e conter o procedimento no Brasil, recordista mundial em cesáreas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu que mesmo a pedido da paciente, a cesárea só poderá ser feita a partir da 39ª semana de gestação. O CFM também estabeleceu a possibilidade do médico se recusar a atender ao pedido da gestante, caso avaliar que a escolha do tipo de parto não é segura para a mãe ou o bebê.
O grupo apresentou sugestões para validar ou alterar o conteúdo do protocolo. Após esses ajustes, ele será implantado.
- O protocolo serve para que todos os profissionais que atuam junto as gestantes do HUSM adotem a mesma conduta. É um passo importante para a qualidade do atendimento e também para a pesquisa na Linha Materno-Infantil – explica a superintendente do HUSM, Elaine Resener.