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Tecnologia a serviço da saúde
Nova tecnologia disponível no HUSM promete reduzir tempo de cicatrização de feridas nos pacientes em tratamento
O Grupo de Estudos em Lesão de Pele (GELP), do Hospital Universitário de Santa Maria, somou esforços com vários setores e equipes para fornecer uma nova terapia no tratamento de pacientes que sofrem com feridas crônicas e agudas, chamada Terapia de Feridas por Pressão Negativa (TFPN). O método permite maior controle sobre a ferida, reduz o edema e remove o material infeccioso, criando assim um ambiente favorável para a cicatrização. Essa terapia iniciou em Janeiro de 2022 e, até o momento, cinco pacientes foram beneficiados pelo tratamento.
Além de algumas doenças, o tempo prolongado de internação hospitalar e as dificuldades de mobilidade de alguns pacientes geram as chamadas lesões por pressão: feridas na pele que podem aumentar de tamanho, conforme o quadro clínico de cada um. Desde 2015, alguns pacientes do HUSM foram tratados com TFPN com material doado por laboratórios.
A novidade agora é que o tratamento – que se comprovou eficaz – foi adquirido pelo hospital. A terapia consiste na aplicação de uma espuma fixada sobre o ferimento, ligada a um coletor, que aspira o fluído da lesão, auxiliada por uma bomba de sucção. A espuma e o coletor são de uso individual e descartáveis. As bombas de sucção foram contratadas no regime de comodato.
Os primeiros kits chegaram no início do ano e, no momento, essa tecnologia está disponível a nível hospitalar para pacientes internados no HUSM.
- O tratamento pode ser adotado por todas as clínicas médicas. E demonstrou ser eficaz ao reduzir o tempo de fechamento da ferida. Além disso, não precisa ser trocado diariamente, reduz a dor do paciente e o tempo de trabalho do profissional de saúde -– explica a enfermeira Arlete Timm.
Além disso, a enfermeira comenta que alguns curativos precisam ser trocados até seis vezes ao dia. No caso da TFPN, um único curativo dura de 3 a 7 dias.
- Essa terapia, quando indicada corretamente ,também pode impactar de forma positiva nos custos hospitalares, reduzindo o tempo de internação e trazendo benefícios ao paciente e sua família - afirma a enfermeira Macilene Pauletto.
De forma gradual, a terapia vai ser adotada em todas unidades de internação. Uma avaliação multidisciplinar, junto com o GELP, irá definir se a ferida tem indicação ou não da TFPN, de acordo com o estado clínico do paciente. No momento, as equipes estão participando de capacitações e elaborando o protocolo para uso do tratamento.