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Risco no atendimento
Internação de paciente via 'vaga zero' agrava lotação do Pronto-Socorro
A Gerência de Atenção à Saúde do Hospital Universitário de Santa Maria convocou uma reunião, na manhã de segunda-feira (21), entre os gestores do Serviço de Urgência e Emergência do hospital e as representantes do Conselho Municipal de Saúde, Maria do Carmo Quagliato, e da Coordenadoria Regional de Saúde, Carla Boniatti. Na pauta, mais uma crise gerada pela superlotação do Pronto-Socorro, agravada pela internação de seis pacientes vaga zero em 24h.
A superlotação do pronto-socorro do Hospital Universitário preocupa, mais uma vez, os gestores da instituição. A Direção técnica, chefia do PS, da Enfermagem, Setor de Vigilância e Segurança do Paciente e da Regulação apresentaram os números e os riscos ao atendimento se a situação de superlotação e uso indiscriminado do dispositivo “vaga zero” for naturalizado como parte da rotina por gestores e serviços.
A principal queixa é que – mesmo ciente da falta de leitos – a Regulação Estadual tem encaminhado pacientes, inclusive um deles de fora da região de abrangência do hospital.
De acordo com a gerente de Atenção à Saúde, Soeli Guerra, o gestor estadual é informado – em tempo real, por meio do sistema Gerint - sobre a indisponibilidade de leitos e a crise que o hospital enfrenta.
- Não há leitos disponíveis e muitos pacientes estão em macas junto ao chão, no corredor do PS - afirma Soeli.
A vaga zero foi criada para acesso imediato aos pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso, o que não tem sido respeitado, em boa parte dos encaminhamentos.