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EVENTO
Humanização na Medicina foi tema da palestra do Dr. Camargo
Publicado em
20/11/2014 15h11
Atualizado em
16/07/2015 15h14
Qualificado, experiente, sensível e encantador. Começar um texto usando adjetivos nunca é o mais indicado, mas quando a pessoa que se apropria desses adjetivos é consenso entre seus ouvintes, tal referência torna-se legítima. Quem teve a oportunidade de assistir na tarde de quinta-feira (20) a palestra de encerramento da V Semana Científica do Hospital Universitário de Santa Maria NUNCA MAIS (escrito em letras maiúsculas de forma proposital) irá encarar ou praticar a medicina da mesma forma.
Dono de um currículo invejável, construído ao longo de 40 anos de medicina, o cirurgião José de Jesus Peixoto Camargo levou seus ouvintes a refletir sobre uma temática atual, cada vez mais necessária e nem sempre praticada: A Humanização na Medicina.
As pessoas que compareceram no Auditório do Gulerpe não levantaram da cadeira até que ele desse por encerrada sua fala, depois de uma hora e meia em que dividiu experiências, por ele protagonizada e vivências confidenciadas por residentes e pacientes. O médico foi aplaudido em pé e não de forma gratuita.
Camargo pediu aos profissionais da saúde para que não se tornem “Zenóbios” dos seus pacientes. Isso porque Zenóbio é o nome de um primo que insensível à dor do doutor, deixou escapar uma gargalhada no meio do velório do seu avô (durante uma conversa empolgante), afrontando assim a dor alheia. Essa foi apenas uma das várias histórias lembradas por Camargo para dar a noção sobre a importância de desenvolvermos a habilidade de entender e respeitar o sofrimento do paciente.
Sem auxílio de nenhum recurso audiovisual, fez o público mergulhar nas suas memórias e ensinou por meio da reflexão e do humor que basta uma decisão pessoal para o profissional da saúde colocar em prática o atendimento humanizado.
Dentre tantos agradecimentos que esse profissional já deve ter recebido (com mais de 900 conferências realizadas), que fique registrado também o da Comissão Organizadora da V Semana Científica e o da Associação dos Amigos do HUSM: Obrigada pela consulta, Dr. Camargo!
Quem é José de Jesus Peixoto Camargo –
- Pioneiro em transplante de pulmão na América Latina, em 1989, tendo realizado cerca de 300 transplantes;
- Foi o único médico a realizar transplante de pulmão com doadores vivos fora dos Estados Unidos;
- Foi o idealizador e hoje dirige o Centro de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre, e é Diretor de Cirurgia Torácica no Pavilhão Pereira Filho, tendo realizado mais de 30 mil cirurgias de tórax;
- Tem centenas de publicações científicas e já proferiu cerca de 900 conferências, em 22 países;
- Além disso, é colunista do Jornal Zero Hora. Escreve a coluna Palavra de Médico, do Caderno Vida.
Algumas frases anotadas durante a palestra tem o objetivo de fazer com que você, que não pode estar presente, também possa refletir em casa:
“Existe uma grande diferença entre os médicos treinados para tratar de doenças e aqueles treinados para tratar pacientes doentes.”
“Uma mão estendida e negligenciada vai ser lembrada 10 anos depois.”
“Há 30 anos, ser médico era garantia de sucesso profissional. Éramos poucos. Cerca de 10 anos, éramos escolhidos pela nossa qualidade. Hoje, dentre os qualificados, os pacientes buscam aqueles que são mais carinhosos.”
“A perspectiva do abandono é o que mais assusta quem recebe um diagnóstico de doença grave.”
“Pessoas sofrem de maneira diferente a mesma dor.”
Camargo chega à Unidade de Oncologia de um hospital e pergunta à paciente que se encontrava aos pratos:
“- O que houve?
- Quero ir embora doutor.
- Por quê?
- “A Dr.ª Daniela, a única médica que aquece o estetoscópio antes de usar em mim, vai sair de férias.”
Dono de um currículo invejável, construído ao longo de 40 anos de medicina, o cirurgião José de Jesus Peixoto Camargo levou seus ouvintes a refletir sobre uma temática atual, cada vez mais necessária e nem sempre praticada: A Humanização na Medicina.
As pessoas que compareceram no Auditório do Gulerpe não levantaram da cadeira até que ele desse por encerrada sua fala, depois de uma hora e meia em que dividiu experiências, por ele protagonizada e vivências confidenciadas por residentes e pacientes. O médico foi aplaudido em pé e não de forma gratuita.
Camargo pediu aos profissionais da saúde para que não se tornem “Zenóbios” dos seus pacientes. Isso porque Zenóbio é o nome de um primo que insensível à dor do doutor, deixou escapar uma gargalhada no meio do velório do seu avô (durante uma conversa empolgante), afrontando assim a dor alheia. Essa foi apenas uma das várias histórias lembradas por Camargo para dar a noção sobre a importância de desenvolvermos a habilidade de entender e respeitar o sofrimento do paciente.
Sem auxílio de nenhum recurso audiovisual, fez o público mergulhar nas suas memórias e ensinou por meio da reflexão e do humor que basta uma decisão pessoal para o profissional da saúde colocar em prática o atendimento humanizado.
Dentre tantos agradecimentos que esse profissional já deve ter recebido (com mais de 900 conferências realizadas), que fique registrado também o da Comissão Organizadora da V Semana Científica e o da Associação dos Amigos do HUSM: Obrigada pela consulta, Dr. Camargo!
Quem é José de Jesus Peixoto Camargo –
- Pioneiro em transplante de pulmão na América Latina, em 1989, tendo realizado cerca de 300 transplantes;
- Foi o único médico a realizar transplante de pulmão com doadores vivos fora dos Estados Unidos;
- Foi o idealizador e hoje dirige o Centro de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre, e é Diretor de Cirurgia Torácica no Pavilhão Pereira Filho, tendo realizado mais de 30 mil cirurgias de tórax;
- Tem centenas de publicações científicas e já proferiu cerca de 900 conferências, em 22 países;
- Além disso, é colunista do Jornal Zero Hora. Escreve a coluna Palavra de Médico, do Caderno Vida.
Algumas frases anotadas durante a palestra tem o objetivo de fazer com que você, que não pode estar presente, também possa refletir em casa:
“Existe uma grande diferença entre os médicos treinados para tratar de doenças e aqueles treinados para tratar pacientes doentes.”
“Uma mão estendida e negligenciada vai ser lembrada 10 anos depois.”
“Há 30 anos, ser médico era garantia de sucesso profissional. Éramos poucos. Cerca de 10 anos, éramos escolhidos pela nossa qualidade. Hoje, dentre os qualificados, os pacientes buscam aqueles que são mais carinhosos.”
“A perspectiva do abandono é o que mais assusta quem recebe um diagnóstico de doença grave.”
“Pessoas sofrem de maneira diferente a mesma dor.”
Camargo chega à Unidade de Oncologia de um hospital e pergunta à paciente que se encontrava aos pratos:
“- O que houve?
- Quero ir embora doutor.
- Por quê?
- “A Dr.ª Daniela, a única médica que aquece o estetoscópio antes de usar em mim, vai sair de férias.”