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SONHO OU REALIDADE
Cirurgia Robótica foi tema de encontro realizado na última quarta-feira no HUSM
A Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria (GEP) – através do Núcleo de Avaliação de Tecnologia em Saúde (NATS) - em parceria com o Serviço de Cirurgia Geral e Digestiva promoveram na manhã de quinta-feira (1) um encontro com profissionais das áreas da saúde e administrativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Com o título Cirurgia Robótica: realidade ou um sonho?, o evento ocorreu no Auditório Londero sob coordenação do Dr. Ewerton Moraes.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi pioneiro na implantação da cirurgia robótica no sul do país. De acordo com o Dr. Leandro Totti Cavazzola, até 2012, existiam 9 robôs em salas cirúrgicas no Brasil. Atualmente, são 25 e o Clínicas foi pioneiro também por ter incorporado a tecnologia em um hospital universitário.
A cirurgia robótica data dos anos 80 e foi desenvolvida pelo Exército dos Estados Unidos. Entre as vantagens da técnica está a maior precisão no ato cirúrgico e, portanto, mais segurança para o paciente. Ao mesmo tempo em que gera conhecimento e desenvolve a pesquisa. Tambem, por possuir um simulador acoplado ao robô – acadêmicos e residentes poderão exercitar a tecnica qualificando e agilizando o procedimento cirurgico.
O equipamento consiste de três partes: o console cirúrgico (local onde o médico visualiza a parte do corpo do paciente a ser operada), a Unidade Robótica ou robô propriamente dito, que com seus quatro braços fica sobre a mesa cirúrgica e acoplado ao paciente e o CORE (Central de Gerenciamento de dados e imagens).
- É preciso ficar claro que o robô não toma nenhuma atitude de forma autônoma. Se o médico, por exemplo, por algum motivo, afastar a cabeça do console, os braços do robô param imediatamente – afirma Cavazzola.
E não é só isso. As medidas de segurança vão além. É possível optar pela aquisição de dois consoles cirúrgicos. É o que fazem os hospitais universitários, porque o equipamento possui um botao que pode – de imediato – anular a ação do cirurgião.
- O preceptor , que vai estar acompanhando todos os movimentos do cirurgião, pode apertar o botão e desabilitar o movimento programado, caso seja necessario – diz o médico.
No Clínicas, as cirurgias com o robô começaram em agosto de 2013. Até o momento foram 312 procedimentos nas especialidade de urologia, ginecologia, cirurgia geral e digestiva.
No HUSM, a GEP está desenvolvendo um projeto para criar um Centro de Simulação Realística para formação multiprofissional, que capacite o aluno desde a entrevista com o paciente ate cirurgias robotica.. Confira a entrevista com o dr. Humberto Palma e, na sequência a entrevista com Dr. Leandro Cavazzola sobre as vantagens da técnica de cirurgia robótica.