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NOVEMBRO ROXO
Semana da Prematuridade 2025 mobiliza profissionais e famílias no HU-UFSC
No Brasil, cerca de 12% dos nascimentos ocorrem antes das 37 semanas de gestação, o que equivale a, aproximadamente, entre 300 mil e 340 mil bebês prematuros por ano, segundo o Ministério da Saúde. Para marcar o Novembro Roxo, mês de conscientização sobre a prematuridade, o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realiza a Semana da Prematuridade 2025, entre os dias 12 e 27 de novembro, com atividades no hospital e em espaços externos.
A programação inclui atividades integrativas, oficinas, caminhadas, confraternização com famílias e um simpósio temático, dirigidos a gestantes, puérperas, profissionais e acadêmicos da área da saúde. Entre os temas trabalhados estão cuidado humanizado, acolhimento familiar, rede de apoio, bem-estar das equipes assistenciais e promoção de um início de vida saudável para crianças prematuras.
Desafio de saúde pública
Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Conforme a idade gestacional, esses bebês são classificados como extremamente prematuros (menos de 28 semanas), muito prematuros (entre 28 e 31 semanas) e moderados (entre 32 e 36 semanas). Quanto menor a idade gestacional, maior é a complexidade do cuidado.
No HU-UFSC, os prematuros são atendidos na UTI Neonatal, que dispõe de leitos de terapia intensiva, leitos de cuidados intermediários e de cuidados intermediários tipo canguru. O hospital prioriza o Método Canguru, que incentiva o contato pele a pele entre bebê e pais, contribuindo para o ganho de peso, estabilidade clínica e desenvolvimento neurológico. O cuidado é multiprofissional, envolvendo neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e farmacêuticos clínicos.
Uma campanha global pela esperança
O Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, é uma das maiores campanhas globais de saúde pública, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por entidades de diversos países. Em 2025, o tema “Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes” reforça a importância de oferecer aos prematuros um início de vida com cuidado especializado e contínuo, desde os primeiros momentos após o nascimento, passando pela internação, até o seguimento nos primeiros anos de vida.
A cor roxa, símbolo da campanha, representa a sensibilidade e a individualidade características dos bebês prematuros. Também simboliza transformação e renovação, refletindo o caminho de superação dessas crianças que chegam ao mundo antes do tempo.
Programação da Semana da Prematuridade 2025 - Novembro Roxo do HU-UFSC
12/11
• 14h às 17h30 – Cuidando do cuidador com práticas integrativas – sala Acolhe na Unidade de Ginecologia
13/11
• Oficina de artesanato com as mães – sala de reuniões da UTI-Neonatal
16/11
• 9h – VII Caminhada da Prematuridade – Beira-Mar de São José
17/11
• 15h – Confraternização com as famílias de bebês internados – sala de reuniões da UTI-Neonatal
• 19h30 – Iluminação da Ponte Hercílio Luz – concentração na cabeceira insular da ponte
19/11
• Café com a equipe – sala de reuniões da UTI-Neonatal (manhã, tarde e noite)
25/11
• Oficina de artesanato com as mães – sala de reuniões da UTI-Neonatal
27/11
• 13h30 às 18h30 – Simpósio sobre Prematuridade – Auditório do CCS/UFSC
Durante todo o mês
• Oficina temática de sensibilização com equipes da Maternidade do HU-UFSC
Rede Ebserh
O HU-UFSC faz parte da Rede Ebserh desde março de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.