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Especialista do HU-UFSC fala sobre hábito de aperto de mãos e risco de transmissão de vírus
Pouca gente sabe, mas um dos hábitos mais comuns do nosso dia-a-dia também tem uma data especial. É o Dia Internacional do Aperto de Mão, 21 de junho, cumprimento usado para exprimir paz, harmonia entre as pessoas e fechar um contrato. Há variações desta interação entre as pessoas no mundo inteiro e a data ganha um significado especial no contexto da Covid-19.
Uma das recomendações mais lembradas pelos especialistas e autoridades de saúde desde o início da pandemia foi a necessidade de higienização das mãos e evitar o contato das mãos com superfícies, justamente pela capacidade de transmissão dos vírus pelas mãos, segundo lembra a infectologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) Patrícia Vanny.
Segundo ela, os profissionais da área de saúde sempre se preocuparam e alertaram sobre a necessidade de higienizar corretamente as mãos. “Se alguém está transmitindo algum vírus, dependendo da distância, esse vírus não atinge diretamente outra pessoa mas pode ficar em alguma superfície e, por meio das mãos, você acaba se contaminando ou levando este vírus”, explicou a médica.
Segundo ela, o aperto de mãos pode, sim, favorecer esta transmissão não somente no caso de Covid mas também em relação a influenza e outras doenças transmissíveis por vírus. “É importante a gente manter este aprendizado da pandemia e manter as mãos sempre higienizadas com álcool em gel 70% ou com água e sabão”, disse, acrescentando que é importante que as pessoas se vacinem contra gripe e Covid.