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CONSCIENTIZAÇÃO
Unidade de Endocrinologia Pediátrica realiza oitavo Encontro de Diabetes
No dia 28 de maio, o Auditório do Setor de Ciências da Saúde recebeu o VIII Encontro de Diabetes, organizado pela equipe multidisciplinar da Unidade de Endocrinologia Pediátrica (Uepe) com o tema “Crescer com diabetes no século XXI”. Pais, pacientes e profissionais do Complexo Hospital de Clínicas (CHC) passaram a manhã discutindo práticas e cuidados com crianças e adolescentes com diabetes mellitus.
Desde 2013, os encontros acontecem com periodicidade variada e visam orientar os responsáveis e os jovens pacientes. Para Suzana França, chefe da Uepe, eles são particularmente importantes devido ao perfil da enfermidade: “Não é simplesmente aplicar a insulina, tem também que ter cuidado com a rotina e a dieta, então é uma doença que precisa da participação ativa da família”.
Na oitava edição do encontro, foram abordados, entre palestras e brincadeiras, temas como a diabetes tipo 1, comum entre os pequenos; técnicas de aplicação de insulina; alimentação saudável; prática de atividades físicas e como lidar com a doença na escola. No coffee break servido no intervalo, foram oferecidos alimentos compatíveis com a contagem de carboidratos necessária para pacientes com diabetes.
Informar para cuidar
O atendimento a escolas faz parte dos planos da equipe da Uepe. Em projeto que está em fase inicial, profissionais do CHC trabalharão na conscientização de professores e coordenadores em instituições de Curitiba e região metropolitana.
“Muitos alunos acabam sendo excluídos de atividades como educação física e é importante que as equipes escolares estejam preparadas para lidar com essas crianças”, pontua Andrea Cristina de Souza, pedagoga da unidade.
Mericiane Neto é mãe da Letícia, de 11 anos. Aos dois, Letícia foi diagnosticada com diabetes. As duas estiveram presentes em todas as edições do encontro. Segundo Mericiane, eles foram fundamentais para ajudá-la com a confusão inicial e as mudanças no dia-a-dia.
“Nossas rotinas e horários mudaram bastante, inclusive a rotina alimentar, porque tivemos que parar de comprar muitas coisas. Aqui a informação é muito precisa e sempre tem algo diferente, tanto que a gente vem sempre”, conta a mãe.
Diabetes Mellitus
Os dois tipos de diabetes existentes são associados a fatores como sedentarismo, dieta inadequada e obesidade, e representam desafios para sistemas de saúde de diversos países. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, o número de diabéticos em todo o mundo pode alcançar 350 milhões de pessoas em 2025.
Os quadros podem ser resultado de deficiências na produção de insulina por diversos motivos ou resistência a sua ação, e são conhecidos por sintomas como hiperglicemia e insuficiência de órgãos como os olhos, rins, coração e vasos sanguíneos.
No diabetes tipo 1, que corresponde a cerca de 10% dos casos, ocorre ausência da produção de insulina devido a destruição autoimune das células responsáveis por ela. A substância, responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue, precisa ser reposta artificialmente através de injeções para evitar quadros de cetoacidose – excesso de ácidos produzidos pelo organismo na ausência do metabolismo do açúcar –, coma e até a morte.
A maioria dos casos é formada pela diabetes tipo 2, no qual a deficiência relativa da produção de insulina torna necessária sua administração para evitar quadros hiperglicêmicos. Existe também outros tipos mais específicos, que podem ter suas causas em doenças do pâncreas, efeito colateral de medicamentos, síndromes genéticas ou defeitos da ação da insulina produzida.
Sobre a Ebserh
Desde outubro de 2014, o Complexo Hospital de Clínicas faz parte da Rede Ebserh. Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 39 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.