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DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Profissionais do CHC promovem conscientização sobre asma
Profissionais Serviço de Alergia e Imunologia do CHC-UFPR
Curitiba (PR) - Asma não tem cura, mas o tratamento pode controlar os sintomas e evitar crises. É uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no Brasil, que se torna mais frequente com a mudança da estação. O cuidado integral à pessoa com asma é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) disponibiliza esse tipo de atendimento nos hospitais universitários federais.
Para marcar a data, médicos e residentes do Serviço de Alergia e Imunologia do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), com apoio da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), participam da campanha “Tratamento Inalatório: Acesso para Todos”, que defende o uso dos medicamentos inalatórios (as famosas ‘bombinhas’), muitos deles disponíveis gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS). “Estimamos haver aproximadamente 20 milhões de pessoas com asma no Brasil”, conta Herberto Chong, médico alergista e imunologista do CHC-UFPR e professor da UFPR. Os profissionais do CHC distribuíram material informativo e conversaram com o público sobre a doença.
Muitos fatores podem desencadear uma crise com consequências graves quando não tratada adequadamente. Entre os gatilhos mais frequentes estão: poeira/ácaro, fumaça, poluição, mofo, pelos de animais (gato/cachorro), cheiros fortes, mudanças climáticas, infecções virais e bacterianas das vias aéreas.
Períodos de maior circulação de vírus respiratórios favorecem crises
Segundo a pneumologista Kamila Dias, do Ambulatório de Asma do Hospital das Clínicas de Pernambuco (HC-UFPE), a asma é uma doença crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas (brônquios), com produção de muco (secreção) e broncoconstrição (estreitamento dos brônquios). “Os sintomas mais frequentes são tosse, falta de ar, chiado e sensação de dor ou opressão (peso) no tórax. Eles ocorrem em diferentes combinações e, na maioria das vezes, estão associados à exposição a estímulos”, explica.
Além disso, Kamila destaca que algumas condições de saúde, como rinite, rinossinusite com polipose nasal, refluxo gastroesofágico, obesidade, ansiedade e depressão, podem dificultar o controle da doença. Vírus respiratórios como rinovírus, vírus sincicial respiratório, Covid-19 e influenza, também aumentam o risco de crises.
“É importante manter as vacinas atualizadas. Temos campanhas de vacinação para influenza e Covid. Em épocas de maior circulação viral, há um aumento dos casos de descompensação dos quadros respiratórios”, explica Kamila.
Tratamento deve ser individualizado
Herberto Chong, do CHC-UFPR, explica que asma e bronquite alérgica são a mesma doença, uma confusão comum entre a população. “A asma tem muitas faces e ela pode ser leve, moderada ou grave, mas todas elas devem ser tratadas. E a asma tratada significa vida normal”, completa. Segundo ele, as medicações inalatórias são importantes porque atuam diretamente nas vias respiratórias, agem de forma mais rápida e eficaz no alívio nas crises, mas também podem controlar a doença e evitar novas crises. “Assim, o tratamento é sempre individualizado, tem de haver acompanhamento médico para garantir o uso correto desses medicamentos”.
Sobre a Ebserh
O CHC-UFPR faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Danielle Morais e Marcio Kameoka
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh