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PARATLETAS
Fisioterapeuta do CHC participa de banca classificadora de Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas
O XI Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas aconteceu, de 11 a 15 de julho, no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo (SP) e contou com a participação de um dos fisioterapeutas do Complexo HC da UFPR, Rauce Marçal da Silva , que também é chefe da Unidade Multiprofissional da Instituição.
“Como Classificadores, nós não trabalhamos para um time ou atleta específicos. Nós temos a função de viabilizar o campeonato, pois todo atleta tem que passar pela classificação antes de competir. Sem a classe funcional para o esporte, o atleta não pode competir”, explicou o fisioterapeuta.
O esporte, no Brasil, é de responsabilidade da a Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas – ABRC (rugbiabrc.org.br), que segue as regras da IWRF - International Wheelchair Rugby Federation – Federação Internacional de Rugby em Cadeiras de Rodas (www.iwrf.com).
“A classificação funcional é parte integrante do esporte para pessoas com deficiência. O objetivo é o de garantir uma competição justa e equitativa em todos os níveis do esporte e permitir que os atletas possam competir no mais alto nível, independentemente das diferenças individuais na função física”, enfatizou Rauce.
Tainá Santos
“Como Fisioterapeuta, sempre tentamos encaminhar pacientes portadores de deficiência para o esporte, mas, no caso do Rugby de Cadeira de Rodas, o HC não tem muitos pacientes com esse perfil, pois, em sua maioria, apresentam lesões medulares geradas por traumas”, complementou Rauce, que lembrou do caso da paciente Tainá e do seu irmão Weslley, que apresentam Distrofia Muscular e são atletas do Rugby.
Tainá Melany Santos, que foi paciente do HC, com mais 30 mulheres, participou do Woman’s Cup 2017, no Gymnase Émile Anthoine, em Paris, no começo de dezembro de 2017.
Ela foi a primeira atleta de rugby em cadeira de rodas da América Latina a participar da competição internacional organizada pela CAP SAAA-Paris* (http://www.capsaaa.net). Foram três jogos, duas vitórias e uma derrota: Europa 37 x 20 América; França 34 x 35 América; e Barbados 36 x 46 América. A equipe da Ásia Oceania foi a vendedora da competição, pelo impressionante placar de 50x17 sobre a equipe da Europa.
“Foi totalmente diferente de jogar com os meninos aqui. Tive que carregar bola e finalizar as jogadas. Fizemos ótimos jogos e fiz muitas amizades novas”, comentou Tainá, que recebeu um convite muito especial. “Fui convidada pelas meninas dos Estados Unidos para jogar, treinar, no time delas. Muito legal, mas também muito difícil por causa dos custos de viagem e para se manter todo o período lá”, finalizou a jogadora dos Gladiadores.
*Curiosidade: o nome "CAPSAAA" tem sua origem em muitos jogos de palavras ao redor das letras "CAP" ("HandiCAP", "CAP ou não CAP", "CAPitale"), S de "Sport" e três "A" significando Aventura, Arte e Amizade. Hoje, é um clube que reúne diversos esportes, mas também uma associação de campo que intervém em escolas, empresas e prisões por meio de ações de conscientização sobre deficiência e prevenção de comportamentos de risco.