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CONSCIENTIZAÇÃO
Doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil
Dores musculares, rosto inexpressivo e diminuição de movimentos automáticos, como piscar, também estão entre os sintomas
A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum entre idosos, precedida apenas pelo Mal de Alzheimer. Entre os sintomas, estão a lentidão para a realização de movimentos e tremores musculares. Há 20 anos, o dia 11 de abril é lembrado como o Dia Mundial da Doença de Parkinson, que tem como objetivo o esclarecimento das possibilidades de diagnóstico e tratamento.
Helio Teive é neurologista do Hospital de Clínicas e reforça esse aspecto da data: “Nas fases iniciais da doença, os resultados do tratamento são maiores. Em relação ao Alzheimer, o tratamento é melhor e pode oferecer mais qualidade de vida para o paciente”.
Estima-se que 1% da população mundial tenha o diagnóstico. Deste percentual, a maioria é formada por pessoas com mais de 65 anos. Apesar de mais raros, também existem casos de pacientes abaixo dos 40 anos.
A Doença de Parkinson tem origem na morte de células nervosas responsáveis pela produção de dopamina, substância indispensável para o bom funcionamento do cérebro e que atua no controle dos movimentos, memória e da sensação de prazer.
A causa não é conhecida, mas fatores ambientais e genéticos são considerados pelos especialistas como determinantes. Segundo Teive, já foram identificados mais de 20 genes associados à presença do Mal de Parkinson.
Ao contrário do que se pensa, os tremores podem não ser o principal sintoma. Quadros como o enrijecimento de músculos e articulações, lentidão de movimentos voluntários, dificuldade de equilibrar-se e de engolir saliva e comida também podem se fazer presentes.
Em caso de suspeita, exames de ressonância, tomografia, avaliação da atividade dos neurônios dopaminérgicos e a análise do histórico do paciente têm o intuito de confirmá-la ou descartar a possibilidade da ocorrência da doença.
Busca pela cura
Após o diagnóstico, o tratamento se dá através de medicamentos para evitar a queda da produção de dopamina e psicoterapia, para tratar sintomas psicológicos como depressão, ansiedade e perda de memória, aos quais pacientes com Mal de Parkinson têm maior predisposição. Em alguns casos, é recomendada a realização de cirurgia.
Apesar do tratamento atualmente apresentar bons resultados, ainda não existe uma cura. Para Helio Teive, avanços tem sido feitos nos últimos três anos no sentido de identificar a causa e desenvolver remédios.
“Só este ano, estão previstos cinco congressos internacionais. Tem havido um grande aumento das pesquisas na área e da descoberta de novos medicamentos”, conta o neurologista.
Sobre a Ebserh
Desde outubro de 2014, o Complexo Hospital de Clínicas faz parte da Rede Ebserh. Estatal vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS, e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 39 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.