Notícias
EDUCAÇÃO EM SAÚDE
CHC-UFPR promove ações em alusão ao Dia Mundial da Higiene das Mãos
O superintendente do CHC-UFPR, Adonis Nasr, a equipe de Vigilância em Sa´úde e os Especialistas da Saúde
Curitiba (PR) – O contato com superfícies, objetos e até com outras pessoas pode expor os indivíduos a fungos, vírus e bactérias capazes de causar diversas doenças. Por isso, no Dia Mundial da Higiene das Mãos, celebrado em 5 de maio, o Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realiza uma programação especial com atividades educativas sobre o tema. As ações são voltadas a profissionais de saúde, estudantes, pacientes e acompanhantes, com o objetivo de reforçar a conscientização sobre a importância desse gesto simples, mas essencial para a segurança de todos. Nessa data, o CHC-UFPR realizou um evento para apresentar os resultados das ações, e contou com a participação dos Especialistas da Alegria, voluntários que, além de levar entretenimento aos pacientes, também falam de temas importantes, como a higiene de mãos.
Foram realizadas dinâmicas, conversas e oficinas sobre a técnica correta de higienização das mãos em todo o hospital, unidades assistenciais e postos de enfermagens. Fernanda Gurgel do Amaral, chefe da Unidade de Vigilância em Saúde, explicou que “ao longo de abril, as equipes assistenciais circularam no hospital realizando esse movimento, para que essa ideia da higiene de mãos esteja sempre como um momento de grande importância do cuidado do paciente”.
A higienização das mãos é considerada uma das práticas mais eficazes no combate à disseminação de microrganismos. Uma limpeza adequada, que leva menos de um minuto, é capaz de interromper a cadeia de transmissão de agentes patogênicos, protegendo pacientes, profissionais de saúde e a população em geral.
Quando e como higienizar as mãos?
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cinco momentos fundamentais para a higienização das mãos na assistência à saúde: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimentos assépticos, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após contato com superfícies próximas a ele.
A escolha do método de higienização deve levar em conta as condições das mãos. Quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com matéria orgânica, a recomendação é usar água e sabão. Já o álcool 70% (gel, líquido ou espuma) é eficaz para eliminar a maioria dos microrganismos quando não há sujeira visível. Existem situações específicas em que a lavagem com sabão se torna obrigatória, como após o uso do banheiro, na manipulação de alimentos ou medicamentos, e no contato com produtos químicos
O processo de higienização deve durar entre 40 e 60 segundos e envolver todas as áreas das mãos: palmas, dorso, entre os dedos, polegares e pontas dos dedos. É essencial retirar adornos como anéis, pulseiras e relógios antes do procedimento, pois esses objetos dificultam a limpeza completa. Após a higienização com sabão, é necessário enxaguar em água corrente e secar com papel-toalha. No caso do uso de álcool 70%, basta aguardar a secagem natural. Adotar como hábito esse passo a passo faz a diferença, promovendo mais saúde e segurança para todos.
Uso racional de luvas
Com o tema “Luvas, às vezes. Higiene das mãos, sempre”, a campanha da OMS e da Agência Nacional de Vigilância Sanitárias (Anvisa) para o Dia Mundial da Higiene de Mãos alerta também para o uso adequado das luvas nos hospitais. Rafael Mialski Fontana, médico infectologista da Unidade de Vigilância em Saúde, lembra que “a luva pode dar uma falsa impressão de segurança, como se fosse uma barreira para tudo. Mas ela pode ser um obstáculo à higiene das mãos se mal utilizada”. Além disso, também há o aspecto ambiental. Lídia Lima, da Comissão de Gerenciamento de Resíduos, conta: “Nós usamos cerca de 277 mil pares de luvas por mês no CHC, o que dá cerca de três toneladas de resíduo infectante. O uso racional das luvas significa não só economia, mas a redução de um problema para o meio ambiente, para nossa saúde”. Adonis Nasr, superintendente do CHC-UFPR, finalizou saudando a importância da campanha: “Nós somos um hospital que tem mãos que acolhem, mãos que afagam, mãos que cuidam. Mas a gente deve cuidar das nossas mãos, para que elas não levem doenças”.
Sobre a Ebserh
O CHC-UFPR faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Clarissa Carvalho, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh