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Hucam investe em biossegurança no controle da Tuberculose
Um conjunto de medidas administrativas e estruturais e segurança que normatizam atendimentos e procedimentos na prevenção e tratamento da tuberculose, finalizou esse ano com o investimento biossegurança no ambulatório do Programa de Controle da Tuberculose do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam/Ufes), da Universidade Federal do Espírito Santo, hospital gerenciado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh)
Foram levantadas e tomadas medidas de engenharia para garantir o controle ambiental, que validam estrutura arquitetônica a migração de partículas infectantes no ambiente do ambulatório. Já são práticas no local o uso sistemático de equipamentos de proteção individual, como máscaras especiais, luvas e aventais representam as principais estratégias técnicas no controle da tuberculose institucional.
As práticas de biossegurança adotadas pelo Hucam se baseiam na necessidade de proteger os colaboradores, o meio ambiente e a comunidade da exposição a agentes presentes nestes locais e que representam possíveis riscos. De acordo com o coordenador do Programa, médico pneumologista Valdério do Valle Dettoni, há muitos anos o ambulatório estava funcionando sem as condições de segurança adequadas de biossegurança para os pacientes e médicos e colaboradores. “Esse padrão que temos agora é preconizados mundialmente para a segurança do atendimento de tuberculose e com o adequado conforto, área apropriada e térmica e melhores condições de atendimento”, disse.
A tuberculose é uma doença de fácil transmissão de pessoa a pessoa por intermédio das vias respiratórias. Apesar de essa informação ser conhecida há algumas décadas e das muitas publicações sobre o tema, na realidade, em nosso meio, pouco tem sido feito de forma objetiva e organizada em grande parte dos serviços de saúde no sentido de controlar essa transmissão, uma preocupação da atual gestão do Hucam com as doenças respiratórias.
Nos ambientes do Programa de Controle da Tuberculose do Hucam, as salas foram renovadas para o atendimento, com pinturas, além da construção de uma nova recepção para os pacientes. De acordo com o superintendente do Hucam, o médico Luiz Alberto Sobral Vieira Júnior, “foram implantadas tecnologias como os filtros Hepa de ar de alta eficiência, em que as fibras do filtro são feitas para remover as partículas de ar que passa por ele onde são realizados procedimentos com geração de aerossol”, destacou. O filtro Hepa tem capacidade para filtrar partículas com eficiência igual ou maior que 99,99%”.
A biossegurança em tuberculose tem por objetivos minimizar os riscos de se contrair a doença no ambiente de trabalho, logo, biossegurança é contenção de riscos, e se conseguimos conter riscos, estamos praticando biossegurança.
A transmissão do bacilo se dá de forma silenciosa, inodora e invisível e pode atingir tanto pacientes como funcionários através dos aerossóis produzidos pela fala, espirro ou tosse do paciente, como também pelos aerossóis produzidos durante os procedimentos laboratoriais com os seus materiais biológicos, principalmente o escarro. Todos os procedimentos laboratoriais produzem aerossóis, uns em maior e outros em menor grau.
As medidas de engenharia são consideradas as mais dispendiosas e, portanto, devem ser implantadas após uma avaliação criteriosa sobre o perfil da unidade de saúde e os tipos de serviços prestados na unidade. Nesse sentido a enfermeira do Programa de Controle de Tuberculose do Hucam, Geisa Fregona Carlesso, disse que o mais significativo desse investimento do Hucam é a segurança proporcionada para que trabalho no setor. “Agora vamos trabalhar com toda a área física com pressão negativa, que é recomendado para esse tipo de atendimento. Com precaução com aerossol e um ambiente propício, refletindo num atendimento melhor aos pacientes”, disse.
O mais importante, segundo o superintendente do Hucam, foi que esse investimento tecnológico dará a segurança aos pacientes aos próprios trabalhadores do ambulatório, protegendo-os dessas bactérias de tuberculose multirresistentes. “Estamos qualificando um serviço que já é de qualidade muito grande, dando a ele uma sustentabilidade maior e uma segurança aos pacientes e colaboradores valiosa. As caraterísticas especiais que exigem essa área agora estão contempladas com este investimento tecnológico que o hospital fez”, comemorou Luiz Sobral Júnior.