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DIA MUNDIAL
Hucam guarda em sua história a luta contra a tuberculose
Dia 24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) tem, na história da própria instituição, seu papel nesta causa mundial.
Antes de ser hospital universitário, o prédio principal do Hucam abrigava o Sanatório Getúlio Vargas, entre os anos 40 e 60 do século passado, para o tratamento de portadores da doença.
E desde dezembro de 1993, o Programa de Controle da Tuberculose (PCT/Hucam) atende à população referenciada de todo Espírito Santo. Trata-de um serviço de referência terciária para diagnóstico e tratamento dos casos especiais de tuberculose, incluindo os casos resistentes e de micobacterioses atípicas.
A tuberculose é uma doença infecciosa de transmissão aérea, tratável e com grandes chances de cura.
No Hucam, desde o ano passado, foi instalado o Protocolo de Manejo Hospitalar do Sintomático Respiratório de Tuberculose, que consiste em um manual de procedimentos sobre como lidar caso sejam identificados sintomas compatíveis com a doença. Na internet, uma videoaula com o dr. Valderio Dettoni ensina sobre o protocolo (confira no link).
O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares. A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial.
Atualmente a tuberculose é a nona causa de morte, e primeira dentre as doenças infecciosas, superando as mortes causadas pelo vírus do HIV. São 6 milhões de doentes (10% destes casos em pessoas vivendo com HIV/AIDS) e 1,6 milhão de mortes anuais em todo mundo. Somado a isso são estimados 600 mil casos de tuberculose resistente aos principais fármacos utilizados no tratamento da doença, sendo que apenas 22 % destes recebem tratamento adequado. No Brasil são notificados ao Ministério da Saúde cerca de 70 mil casos novos e, no Espírito Santo, 1.200.
Nos últimos anos vários esforços têm sido feitos no sentido de conter o avanço da doença, especialmente entre grupos populacionais de maior risco, que inclui profissionais de saúde, população empobrecida, privados de liberdade, e pessoas convivendo com HIV/AIDS.