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COMBATE
17 de Maio: diga NÃO à LGBTfobia
Basta uma busca rápida na internet para encontrar algumas dezenas de crimes de violência cometidos contra travestis e transexuais. São muitos os casos pesados que resultaram em morte, envolvendo muito sangue, espancamento e estupro. Apesar de ser uma espécie de consenso social que ninguém merece morrer, muito menos de formas tão cruéis, parece que alguns tipos de assassinatos provocam menos sensibilização e choque do que outros, e os crimes praticados contra pessoas trans fazem parte dessa categoria que não ganha empatia de quase ninguém.
O problema é que muitas pessoas trans não desejam deliberadamente afrontar a sociedade. Na maior parte do tempo, travestis e transexuais simplesmente tentam sobreviver e seguir com as tarefas cotidianas da vida. Essas pessoas estão submetidas a um sofrimento imensurável, pois mesmo seus direitos mais básicos, como estudar, trabalhar, ter um documento, comprar roupas ou mesmo ir ao banheiro, lhes são constantemente negados. Essas atividades podem ser questões corriqueiras para muita gente, mas certamente não são para quem é trans.
O Brasil é o país em que mais se mata travestis e transgêneros, de acordo com a ONG International Transgender Europe. O suicídio entre a população jovem LGBT é 4 vezes maior do que o índice visto em heterossexuais. Cerca de 25% dos trabalhadores da área da saúde já viram colegas fazendo comentários negativos contra gays ou lésbicas, e uma em cada seis pessoas LGBTs já vivenciou algum tipo de crime homofóbico nos últimos três anos.
Entre a população transgênera, 81% relata assédio velado ou silencioso, como perseguições ou sussurros, e a comunidade LGBT é 3 vezes mais propensa a desenvolver algum tipo de depressão. Esses são alguns de muitos dados que nos provam que a transfobia, homofobia e lesbofobia se fazem uma realidade gritante. Não é necessária nenhuma teoria complexa, pois a violência é explícita, e – independente de quem somos ou por quem militamos – precisamos trabalhar para combater esse quadro.
Fontes: