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Busca Ativa na Emergência do HUAP aproxima médicos da Oncologia e Cuidados Paliativos dos pacientes
Médicos da Oncologia e de Cuidados Paliativos fazem Busca Ativa na Emergência do HUAP
A Oncologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) é referência em tratamento no Rio de Janeiro. Atualmente, há uma grande demanda do setor de emergência para pacientes oncológicos e de cuidados paliativos. Isso é semelhante ao que também acontece no mundo, já que o câncer é a principal causa de morte de vários países, inclusive em alguns estados do Brasil. Pensando no cuidado com esses usuários, a Divisão Médica elaborou, junto ao serviço, a estratégia de Busca Ativa, que visa dar celeridade na internação dos pacientes, permitindo a horizontalidade do atendimento.
- Nos últimos cinco anos, a emergência fica lotada de pacientes em tratamento oncológico e de cuidados paliativos. Então, como solucionar essa demanda? Foi a partir dessa pergunta que surgiu a Busca Ativa. Um oncologista e um médico de cuidados paliativos vão até o setor de emergência levando ao plantonista tudo o que sabem sobre seus pacientes. Lá veem quem é essa pessoa, conversam com ela de forma mais próxima, olham o prontuário e veem as demandas e formas de ajudar -, explica o Chefe da Oncologia e Cuidados Paliativos, Luiz Henrique de Castro Guedes.
A Busca Ativa é realizada no HUAP pelo serviço há dois anos, todos os dias. Para Luiz Henrique, seria interessante que o projeto inspirasse outras especialidades que vivam cenários parecidos, como Cardiologia e Neurologia, por exemplo. O resultado é de muito sucesso, já que é um processo revolucionário e humanizado. Segundo o médico, o projeto só foi possível porque houve sincronia com a direção do hospital, aderência dos médicos e flexibilidade do setor de emergência:
- Sabemos o quão difícil é trabalhar na emergência, por serem pacientes complexos. Então, não temos dúvida de ser o lugar de maior importância no hospital. Na Busca Ativa, informamos os plantonistas e, a partir dos dados, interagimos com familiares e pacientes, participando também dessa conversa. Com isso, temos maior efetividade e eficiência no tratamento e aumentamos a celeridade na alta. Esse movimento trouxe para nós, que trabalhávamos “no escuro do consultório”, a ideia de que é possível atuar de maneira multidisciplinar.
Com a pandemia de Covid-19, a Busca Ativa se intensificou e se mostrou ainda mais fundamental. O objetivo é seguir a linha do cuidado, ou seja, fazer tudo o que puder ser feito para melhorar a relação médico-paciente, levando afetividade e princípios éticos, técnicos e educativos. De acordo com a médica de cuidados paliativos do HUAP, Lucia Cerqueira Gomes, quando somamos, agregamos valor e facilitamos a comunicação entre as equipes, além de reduzir custos e a permanência do paciente no hospital.
- Vemos o quanto a Busca Ativa é relevante para todos os lados, pois integrou mais as equipes, que antes ficavam muito separadas. Não tinha essa troca. A emergência, hoje, entende que estamos ainda mais disponíveis para conversar com o paciente. Isso é bom para o nosso trabalho, já que não precisamos ficar esperando um papel, e para o paciente, que se sente importante. Ele não é só mais um. A história que ele passa para nós tem importância. É um trabalho singular e de continuidade -, comenta Lucia.
Luiz Henrique afirma que o projeto não tem gasto, mas tem uma vontade gigante de toda a equipe. Na sua percepção, outra consequência é o processo de formação contínua, já que há troca de culturas e experiências práticas entre Oncologia e Cuidados Paliativos com a emergência. A médica do HUAP, Fernanda Moreth do Valle, reforça as palavras do oncologista e complementa que, com a Busca Ativa sendo realizada todos os dias, não é mais necessário esperar um papel chegar para ter a resposta: “deixamos de olhar o papel físico e o paciente passou a ter um rosto”.
Unidade de Comunicação Social (UCS)