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COMUNIDADE
Grupo Enlutar produz material sobre perda e luto
Residentes e pacientes do grupo Enlutar acabam de confeccionar um material com informações para sensibilizar sobre como lidar com pessoas enlutadas. O Enlutar surgiu com o objetivo de proporcionar aos residentes de psicologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/Ebserh) a experiência prática sobre perdas e luto, além de criar um espaço de suporte a pacientes que vivenciam esse momento. É coordenado pelas tutoras das residências de psicologia Priscilla Noé e Fabiane Rossi, e realizado pelas residentes do segundo ano da Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto Andressa Reis e Larissa Ouverney.
Com o êxito da ação, o grupo resolveu também elaborar o referido material. “Foi uma demanda observada a partir das entrevistas iniciais e que se estendeu ao longo dos primeiros encontros”, afirma Andressa Reis.
Segundo a residente, a maioria dos participantes se queixava de falas e atitudes de pessoas próximas ao tentarem acolhê-los no momento do luto, impactando negativamente o processo. “A partir disso, pensamos na possibilidade de construir esse material junto às participantes, a fim de multiplicar as discussões sobre luto feitas no grupo, além de sensibilizar e instrumentalizar mais pessoas para lidarem com os indivíduos enlutados. A experiência foi ótima, todos trouxeram exemplos pessoais, e nós, mediadoras, apenas organizamos todo o conteúdo que as participantes relataram”, esclarece.
A proposta inicial do trabalho do grupo Enlutar era ser presencial, no Centro de Psicologia Aplicada da UFJF, mas precisou se adequar ao formato on-line em função da pandemia de Covid-19. Dessa forma, os encontros passaram a acontecer semanalmente através da ferramenta Google Meet.
São dois grupos com média de cinco participantes em um e nove participantes em outro, num total de 12 encontros pré-estabelecidos. As discussões envolvem temáticas especificas, sendo algumas já trabalhadas: fases do luto e alterações cognitivas, fisiológicas e comportamentais consideradas comuns nesse período; modelo Cognitivo e manejo de pensamentos disfuncionais relacionados ao luto; a importância de reconhecer e compartilhar a perda para a elaboração do luto; a importância da rede de apoio no enfrentamento do luto e de suas dificuldades, função das emoções e formas de manejo. Essas temáticas são trabalhadas através de perguntas disparadoras, compartilhamento das experiências, técnicas cognitivas e psicoeducação.
O material pode ser lido AQUI