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ENSINO
HC-UFTM terá residência em neurocirurgia
Foto: Equipe de Neurointervenção HC-UFTM
Em março de 2016, o Hospital de Clínicas da UFTM recebe seu primeiro aluno do programa de residência em neurocirurgia. Credenciado junto ao Ministério da Educação e à Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, o programa terá cinco anos de duração, com previsão de que no último ano o residente realize parte de seu treinamento no exterior. As inscrições de candidatos, graduados em Medicina, são recebidas até 15 de fevereiro.
“Trabalhamos durante todo o ano passado para conseguir o credenciamento do programa. Foram considerados recursos humanos e tecnológicos, volume de atendimento e cirurgias, assim como a infraestrutura que possuímos. Representantes do MEC e da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia vistoriaram presencialmente as condições gerais do HC”, conta o médico e coordenador do novo programa, Roberto Alexandre Dezena, que agradece o apoio recebido por parte da Comissão de Residência Médica, da Superintendência do HC e da direção da Ebserh.
Será ofertada uma vaga por ano. No Brasil existem aproximadamente 200 vagas para residência em neurocirurgia. “São poucas vagas porque é necessário que cada centro de treinamento possua tecnologia diferenciada para a formação do residente, o que não é tão comum nos hospitais públicos do Brasil. O aumento de vagas, no futuro, dependerá do aumento no volume de atendimento e cirurgias”, frisa Dezena.
Centro de referência
Em maio de 2015, o Hospital de Clínicas da UFTM, por meio da disciplina de Neurocirurgia, recebeu credenciamento internacional como Centro de Referência de Educação Continuada, pela Federação Latino-Americana de Sociedades de Neurocirurgia, para o quadriênio 2015-2018.
Segundo Dezena, a certificação foi possível devido ao atendimento de requisitos ligados à infraestrutura e tecnologia, tendo sido considerado também o grau de titulação acadêmica dos recursos humanos. “Foi fundamental para o credenciamento, adicionalmente, o fato de o Hospital de Clínicas ser um centro de referência do SUS no Brasil, classificado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade junto ao Ministério da Saúde”, pontua.