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Agosto Lilás
HC-UFTM atende mulheres vítimas de violência sexual
Imagem: Freepik.com
Agosto Lilás é o nome da campanha, instituída em 2022, para o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. A campanha faz referência à Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006), sancionada no dia 7 de agosto de 2006, que, neste ano, completa 17 anos. O objetivo é sensibilizar e conscientizar a sociedade para o combate à violência contra a mulher, seja ela física, psicológica, sexual, negligência, patrimonial ou moral, divulgar os serviços especializados para atendimento à mulher em situação de violência e incentivar a denúncia de casos existentes.
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh) realiza diariamente o atendimento de mulheres vítimas de violência sexual. “Qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada é violência. Não apenas o estupro, mas também impedir o uso de métodos contraceptivos; forçar aborto, casamento, gravidez ou prostituição; limitar ou anular o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Manifestações verbais ou corporais inconvenientes e que desagradem a mulher também são violências”, explica a assistente social e responsável técnica do serviço social do HC-UFTM, Yuri Emmanuelle Silva Mazeto.
Atendimentos
As mulheres vítimas de violência sexual podem ser atendidas no HC-UFTM por demanda espontânea (ou seja, basta ir ao hospital) ou encaminhadas por Unidades Básicas de Saúde, Polícia Militar, Delegacias, CRAS, etc, em qualquer dia e horário.
Na recepção do setor de Ginecologia e Obstetrícia (Avenida Getúlio Guaritá, ao lado do Hemocentro) é aberta uma ficha de atendimento, mas sem solicitar relato da vítima. A equipe multidisciplinar (médica, assistente social e psicóloga) é então acionada.
“Fazemos o acolhimento, registro da história com escuta cuidadosa, orientação à paciente sobre todas as etapas do atendimento, considerando que a vítima tem liberdade para aceitar ou recusar quaisquer etapas ou procedimentos”, ressalta a assistente social.
Na sequência é realizada a coleta de vestígios (caso a vítima autorize). Enquanto a mulher aguarda os resultados dos exames e profilaxias o atendimento psicossocial continua no intuito de conhecer melhor a história da paciente, sua rede de apoio, se há histórico de violências anteriores e vulnerabilidades sociais. Depois são realizados orientações e encaminhamentos (delegacia de orientação e proteção à família, CRAS, serviço de saúde mental e/ou outro serviço da rede que for considerado relevante na avaliação).
Antes da alta uma equipe multidisciplinar debate o caso e faz o fechamento deste primeiro atendimento. A paciente recebe medicação de profilaxia, resultados de exames e orientações finais do atendimento.
Se houver gravidez decorrente de violência, a mulher deve ser informada e orientada sobre as possibilidades de permanecer com o bebê, realizar a entrega legal ou o abortamento legal. Tanto nestes casos como quando não há gravidez, a vítima recebe agendamento para seguimento de acompanhamento ambulatorial no prazo máximo de sete dias.
Na primeira consulta multiprofissional ambulatorial é definido o Plano Terapêutico para as vítimas de violência sexual, que dependem principalmente se a violência resultou ou não em gravidez.
Para a coleta de vestígios da violência é fundamental que a vítima procure atendimento em até 10 dias, no máximo, a contar da data em que foi violentada.
O HC-UFTM é referência nos atendimentos ginecológicos de mulheres adultas e adolescentes acima de 14 anos, e no Pronto-Socorro infantil é referência no atendimento de crianças e adolescentes menores de 14 anos.
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Coordenadoria de Comunicação Social Ebserh