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DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Congresso no HC-UFMG abre espaço para discussão de casos e atualização acerca da Esclerose Múltipla e Neuromieltie Óptica
Belo Horizonte (MG) – Cerca de 200 pessoas participaram, na última sexta-feira (25), da abertura do 3º Congresso Mineiro de Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica, realizado pelo Centro de Investigação de Esclerose Múltipla (CIEM), serviço vinculado ao Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh, em parceria com o Centro de Atenção ao Paciente Portador de Esclerose Múltipla (CAPPEM), vinculado à Santa Casa BH. A programação contou com conferências, discussões de casos e apresentações de trabalhos, que aconteceram também no sábado (26).
A abertura do evento foi com a Conferência Neurorradiologia das Doenças Desmielinizantes”, que abordou as temáticas “Lesões Típicas da EM”, “Novos Critérios de Diagnóstico”, “Neuroimagem na Neuromielite Óptica” e “MOGAD”. Em seguida, a diretora da Faculdade de Medicina da UFMG, Alamanda Kfoury, ministrou a palestra “Onde Estamos na Formação Moral do Médico”, uma das novidades desta edição - a educação médica. Antes da sequência de discussão de casos, aconteceu a Conferência Inaugural Gilberto Belisário Campos com o tema “Doenças Desmielinizantes Idiopáticas Além da Esclerose Múltipla”.
O superintendente do HC-UFMG, professor Alexandre Rodrigues Ferreira, ressaltou a importância e a relevância do evento no ensino e pesquisa médica. “Passando ali fora pelos trabalhos expostos com a participação de diversos professores e acadêmicos de instituições do estado de Minas Gerais e de fora, vemos a relevância do evento e o cuidado em sua organização. E é esse o objetivo de hospitais de ensino como o HC-UFMG: é transmitir conhecimento e formar pessoas. E discutir casos é a melhor forma de debater o conhecimento”, afirmou.
O coordenador do CIEM, o neuro-oftalmologista Marco Aurélio Lana Peixoto, disse que a ideia do congresso era compartilhar a realidade dos pacientes atendidos, uma vez que essas doenças têm características diferentes no país. “O CIEM é um centro de investigação em esclerose múltipla voltado principalmente para a promoção de atividades educacionais e de pesquisa na doença. Então é importante que a gente mostre para académicos de medicina e profissionais de saúde como esses pacientes se apresentam em nosso ambulatório, que atualmente atende cerca de 2500 pessoas”, destacou.
Ex-acadêmica da Faculdade de Medicina e do CIEM, a médica generalista Juliana Monção Nippes Pereira prepara-se para a residência em Neurologia. Ela, que pretende especializar-se em esclerose múltipla e neuromielite óptica, acompanhou o evento.
“As doenças neurodegenerativas, de forma geral, dada as suas especificidades, não são muito bem entendidas pelo médico que não é especialista. Então, ter esse contato com a divulgação científica favorece o reconhecimento precoce dos sintomas na urgência, por exemplo, em um contexto em que o profissional precisa conduzir o paciente de uma forma inicial. Entender minimamente a doença e as suas repercussões é fundamental”, disse.
Novidades
Neste ano, uma das novidades do evento é a discussão de pesquisas em andamento no CIEM, entre eles o “Estudo da Espiritualidade nos Pacientes com Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica”.
Sobre esclerose múltipla e neuromielite óptica
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta o cérebro e a medula espinhal. Segundo informações do Ministério da Saúde (MS), cerca de 40 mil pessoas convivem com esta doença no Brasil. No geral, a EM afeta principalmente mulheres jovens e brancas, com idade entre 18 e 30 anos. O tratamento inclui o uso de medicamentos para reduzir a inflamação das fibras nervosas e a ocorrência de surtos.
Já a neuromielite óptica (NMO) é uma doença autoimune que ataca o sistema nervoso central, sobretudo os nervos ópticos e a medula espinhal. Dentre os sintomas estão a perda de visão, fraqueza muscular, paralisia e incontinência urinária. Na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde é possível acessar alguns trabalhos que apontam um quantitativo de 7 mil pessoas acometidas por NMO no país.
Rede Ebserh
O HC-UFMG faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação e revisão: Luna Normand
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