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PALESTRA
Avanço em transplante pulmonar e cirurgia torácica
A troca de experiências e a apresentação de novos recursos técnicos para as cirurgias torácicas, incluindo o transplante de pulmão, foram os destaques do “Conversas na Pneumologia”, desta quarta-feira, 28. O encontro, realizado uma vez por mês, foi coordenado pelo médico do Serviço de Pneumologia e Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Bruno Horta Andrade, que compartilhou com o público suas experiências vividas, por um ano, no Toronto General Hospital, no Canadá, onde permaneceu para desenvolver um programa de especialização em transplante pulmonar.
Na apresentação, foram abordados os aspectos críticos, fluxos e procedimentos necessários para a implantação de processos assistenciais mais eficientes para o Programa de Transplante de Pulmão do HC-UFMG. “Este Hospital é uma instituição ligada à Universidade de Toronto com mais de 200 anos de história, que possui processos administrativos e clínicos muito bem estruturados, além de recursos técnicos que permitem reduzir a mortalidade dos pacientes e complicações do pós-operatório. Podemos nos basear nessas vivências para aperfeiçoar nossas práticas e reorganizar o serviço de transplante pulmonar do Hospital das Clinicas”, destacou o médico Bruno Horta. O Toronto General Hospital é pioneiro em transplantes de pulmão e referência mundial em transplantes de multiórgaos. Realiza uma média de 100 cirurgias por ano, com volume crescente nos últimos anos, tendo alcançado 126 procedimentos de transplante pulmonar, incluindo adultos e pediátricos em 2015 e mais de 100 procedimentos ate o momento em 2016.
Segundo a superintendente do HC-UFMG, Luciana de Gouvêa Viana, que acompanhou a apresentação, a palestra “Uma experiência em Toronto” deve fomentar os debates para a retomada dos transplantes de pulmão no hospital. “A reestruturação da linha de cuidado de alta complexidade, como é o caso dos transplantes, é prioridade. Por isso, estamos intensificando o apoio à capacitação das equipes assistenciais e investindo em infraestrutura e novos equipamentos. O momento é de frutificar”, ponderou ela.
“Essa apresentação provoca estímulos. Precisamos aproveitar esse intercâmbio de informações para transformar os nossos processos. A expectativa é de que haja mudanças”, ressaltou o coordenador do setor de transplante de pulmão do HC-UFMG, Nilson Amaral. O hospital está em processo de recomposição de sua força de trabalho os usuários ativos em fila estão sendo transferidos para outras instituições de saúde habilitadas.
Doação de órgãos
Outro aspecto enfatizado durante a palestra foi a cultura da doação. No Canadá, mais de 30% da população é doadora de órgãos, segundo o médico Bruno Horta. Campanhas publicitárias espalhadas em locais públicos como aeroportos, metro, restaurantes e outros, com o slogam “um órgão pode salvar oito vidas”, ajudam na sensibilização da sociedade, tornando a equação fila de espera X doação equilibrada.