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EDUCAÇÃO EM SAÚDE
HUGV-Ufam promove ações em alusão ao Dia Mundial de Higienização das Mãos
Manaus (AM) – O contato com superfícies, objetos e até com outras pessoas pode expor os indivíduos a fungos, vírus e bactérias capazes de causar diversas doenças. Por isso, no Dia Mundial de Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realiza uma programação especial com atividades educativas sobre o tema. As ações são voltadas a profissionais de saúde, estudantes, pacientes e acompanhantes, com o objetivo de reforçar a conscientização sobre a importância desse gesto simples, mas essencial para a segurança de todos.
Foram ofertadas, ao longo do dia, rodas de conversa, palestras, oficinas práticas, brincadeiras sobre a técnica correta de higienização das mãos, quiz sobre o assunto além da distribuição de materiais informativos nas unidades assistenciais do HUGV.
Segundo a enfermeira e chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do HUGV-Ufam, Elizabete de Oliveira Fragata, a campanha é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que neste ano foca que o uso de luvas não substitui a higienização das mãos. “A ação de higienizar as mãos com água e sabão parece pequena, mas de grande relevância para qualidade da assistência prestada ao paciente. Mostramos aqui no HUGV, especialmente para os profissionais da saúde, os momentos mais importantes para prestar uma boa qualidade de atendimento ao paciente, de acordo com os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Colocamos uma Unidade de Internação e os momentos necessários à higienização das mãos. Todos os possíveis locais que estão contaminados. Mesmo a luva não exime a higienização das mãos, antes e após. A campanha também visa a conscientização ecológica, no sentido de reduzir o uso de luvas, o lixo hospitalar e, por consequência, o impacto ambiental. O uso adequado de luvas e a higiene das mãos podem ajudar a minimizar esse desperdício!”, alerta.
A enfermeira Alessandra Nogueira também enfatiza a importância da campanha para a atuação diária dos profissionais de saúde, pois realiza um trabalho de observação destes procedimentos de higiene durante os atendimentos aos pacientes. “Faço parte do Grupo de Trabalho de Higiene das Mãos da Unidade do Sistema Nervoso, onde verificamos se os profissionais seguem corretamente o protocolo. Preenchemos os formulários de observação que são enviados para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), onde são montados indicadores e, a partir deles, as equipes vão atuar onde é preciso melhorar”.
A higienização das mãos é considerada uma das práticas mais eficazes no combate à disseminação de microrganismos. Uma limpeza adequada, que leva menos de um minuto, é capaz de interromper a cadeia de transmissão de agentes patogênicos, protegendo pacientes, profissionais de saúde e a população em geral.
Quando e como higienizar as mãos?
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cinco momentos fundamentais para a higienização das mãos na assistência à saúde: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimentos assépticos, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após contato com superfícies próximas a ele.
A escolha do método de higienização deve levar em conta as condições das mãos. Quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com matéria orgânica, a recomendação é usar água e sabão. Já o álcool 70% (gel, líquido ou espuma) é eficaz para eliminar a maioria dos microrganismos quando não há sujeira visível. Existem situações específicas em que a lavagem com sabão se torna obrigatória, como após o uso do banheiro, na manipulação de alimentos ou medicamentos, e no contato com produtos químicos
O processo de higienização deve durar entre 40 e 60 segundos e envolver todas as áreas das mãos: palmas, dorso, entre os dedos, polegares e pontas dos dedos. É essencial retirar adornos como anéis, pulseiras e relógios antes do procedimento, pois esses objetos dificultam a limpeza completa. Após a higienização com sabão, é necessário enxaguar em água corrente e secar com papel-toalha. No caso do uso de álcool 70%, basta aguardar a secagem natural. Adotar como hábito esse passo a passo faz a diferença, promovendo mais saúde e segurança para todos.
Sobre a Ebserh
O HUGV-Ufam faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Aretha Lins (chefe substituta da Unidade de Comunicação Regional 12), com revisão de Danielle Campos