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TECNOLOGIA
HU-Unifap cada vez mais moderno e informatizado
Macapá (AP) – O Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap), vinculado à Rede Ebserh, está passando por um processo de atualização tecnológica para garantir a continuidade e qualidade dos serviços hospitalares nas áreas administrativas, assistencial, de ensino e pesquisa, além de proporcionar maior celeridade nos atendimentos e procedimentos desenvolvidos, através da implantação dos 16 módulos do aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU).
O chefe do setor de Tecnologia da Informação e Saúde Digital, Elvis Araújo, destaca a importância do setor para o hospital “A Tecnologia da Informação (TI) é uma área transversal, onde a gente não consegue pensar em nenhum processo hospitalar sem o uso de computador, sem o uso de TI. Tanto é que o HU-Unfap foi gerido com uma abordagem que se chama paperless, ou seja, a gente tem pouco documento físico e muito documento virtual”.
A equipe de Tecnologia da Informação do HU-Unifap (TI) iniciou seu trabalho em abril de 2022, com o apoio da equipe técnica da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e com a equipe técnica da sede da Ebserh. Hoje conta com chefes de unidades, analistas e assistente, que em menos de uma ano e meio conseguiram a marca de implantar os 16 módulos do AGHU. “A gente está à frente de alguns outros hospitais e o trabalho que a gente tem enfrentado é o de fazer a implantação dos módulos, cumprimos a missão”, afirma Perichdey Wesley, chefe da Unidade de Sistemas da Informação e Inteligência de Dados.
Atualização do parque computacional
O processo de atualização do parque computacional se deu a partir do levantamento de dados quanto aos computadores que estavam sem garantia ou com avaria. Pois isso gera atraso na continuidade do serviço, visto que, nesse caso, não há a possibilidade de assinatura de suporte ou compra de peças. Jonathan Alves, responsável pela Unidade de Infraestrutura, Suporte e Segurança de Tecnologia da Informação do Hospital Universitário (Uissti), explica como se deu o processo de atualização do parque computacional, que substitui os equipamentos sem garantia: “A gente fez uma estruturação desse processo de atualização. Nós tínhamos uma grande quantidade das máquinas do parque computacional sem garantia, fizemos a especificação e conseguimos, ao final de todo o processo, a aquisição de 210 computadores, computadores do tipo 2, que são computadores de melhor desempenho.”
Alírio Ferreira, analista de TI do HU-Unifap, informa sobre o processo de substituição das máquinas sem garantia: “Fizemos um trabalho com os usuários, de orientar para fazer os backups. Tivemos o apoio da equipe da terceirizada, a Compulab, que fez uma força-tarefa com a gente. E tudo ocorreu nesse mês, de forma bem acelerada, o processo para trocar esses computadores”.
Com esse processo, foi realizada a substituição de mais de 170 computadores sem garantia e realizado o posicionamento dos computadores tipo 2, para as áreas administrativas, que tem uma demanda maior de processamento. Os computadores antigos vão passar por um processo para melhorarem e venham a atender algumas atividades dentro do hospital, e depois eles entram em processo de desfazimento para doação para outros órgãos.
Implementação de todos os módulos do aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU)
O aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) está sendo expandido gratuitamente para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), onde governos estaduais e governos municipais podem fazer uso do aplicativo. Ele proporciona automação dos processos administrativos e assistenciais, acesso à informação integrada e agilidade no atendimento aos pacientes. Só para ter uma dimensão da grandiosidade do AGHU, ele é utilizado atualmente em 41 hospitais federais, é acessado 3 milhões de vezes por mês e tem 25 milhões de pacientes em sua base de dados. Isso inclui tanto cadastro de pessoas quanto prontuários, ressalta Perichdey Wesley.
O AGHU é composto por 16 módulos, cada modulo vai ter uma funcionalidade. No HU-Unifap, “temos visto ultimamente, a finalização da implantação de módulos de cirurgia, módulos de exames, todos esses módulos impactam diretamente nesse módulo de faturamento, que foi implantado recentemente.” Afirma Valdimir Barros de Carvalho, analista de tecnologia da informação da Unidade de Sistema de Informação e Inteligência de dados.
É um aplicativo muito importante para o hospital e para a rede Ebserh. Perichdey Wesley salienta que o AGHU serve como base de dados. Primeiramente para a área acadêmica, já que o hospital é um hospital-escola. Ele também é utilizado por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, todos os profissionais da área da saúde que precisam fazer suas anamneses (um primeiro relatório do paciente ou diagnósticos imediatos) e pode ser atualizado por outros profissionais que tenham contato com esse paciente.
O AGHU também é utilizado para solicitação de exames, organização da documentação interna, ligado à área da saúde, aos médicos e outros profissionais de saúde. Ele funciona para todas as ações necessárias dentro de um hospital, incluindo compra de equipamentos e estoque. É um aplicativo que pode ser usado para pesquisas científicas também, pois tem uma base de dados muito rica, que permite utilizar informações para construir painéis, gerar indicadores e coletar dados.
Sobre o HU-Unifap e a Rede Ebserh
O HU-Unifap é o Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (Unifap), um equipamento de média e alta complexidade integralmente dedicado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Oferece serviços para 750 mil habitantes de todo o estado amapaense, além de ilhas do arquipélago do Marajó, no Pará. Está vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) do Ministério da Educação (MEC), uma empresa pública criada em 2011 que administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: oferecem serviços de saúde públicos e gratuitos ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Texto da estagiária Neurizete Duarte sob supervisão do jornalista Andrew Costa
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh