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CAMPANHA
Hospital Barros Barreto promove palestra pelo Dia Mundial da Sepse e reforça protocolos de atendimento no Pará
O encontro destacou a importância do reconhecimento precoce da sepse e da adoção de fluxos assistenciais seguros para salvar vidas
Belém (PA) – Em alusão ao Dia Mundial da Sepse, celebrado em 13 de setembro, o Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA) e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoveu uma palestra educativa voltada a profissionais de saúde, residentes e estudantes da instituição.
O encontro, realizado em 15 de setembro, destacou a importância do reconhecimento precoce da sepse e da adoção de fluxos assistenciais seguros para salvar vidas. A programação também alertou a comunidade hospitalar sobre a gravidade da doença, que pode evoluir para falência de múltiplos órgãos e óbito se não for identificada e tratada rapidamente. A atividade reuniu cerca de 20 participantes no Centro de Estudos do hospital.
Segundo a médica infectologista Vanessa Lima, especialista em sepse e qualidade em saúde do HUJBB, “ a iniciativa buscou reforçar a importância da identificação rápida, do início imediato do tratamento e da adesão aos protocolos clínicos, fortalecendo a segurança do paciente e reduzindo a mortalidade hospitalar”.
A sepse é uma resposta desregulada do organismo a uma infecção, que pode ser causada por pneumonia, infecção urinária, infecções de pele ou abdominais. “Essa reação provoca inflamação sistêmica e compromete órgãos vitais. Sinais de alerta incluem febre, calafrios, aumento da frequência cardíaca e respiratória, queda da pressão arterial, confusão mental e diminuição da produção de urina. A prevenção envolve vacinação, higiene das mãos, cuidados com feridas, tratamento precoce de infecções e uso racional de antibióticos”, explicou a especialista.
Diagnóstico e tratamento especializado
O diagnóstico da sepse exige reconhecimento precoce dos sinais clínicos, exames laboratoriais, como lactato sérico, hemograma e monitoramento constante do paciente. “O tratamento deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica e inclui administração rápida de antibióticos adequados, reposição de fluidos, suporte hemodinâmico e respiratório e controle do foco da infecção”, apontou Vanessa Lima.
O HUJBB dispõe de um Protocolo Institucional de Sepse, alinhado às diretrizes do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A estrutura assistencial inclui atendimento multidisciplinar especializado, fluxo ágil desde a emergência até as unidades de internação e UTI, monitoramento de indicadores (taxa de mortalidade, tempo de administração de antibióticos, coleta de lactato), apoio laboratorial e recursos terapêuticos avançados. Além disso, o hospital promove treinamentos periódicos para garantir adesão às melhores práticas de cuidado.
Mobilização continua
Ainda como parte da campanha, no próximo dia 26 de setembro, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), que integra o CHU-UFPA, também realizará uma ação alusiva ao Dia Mundial da Sepse. A programação inclui orientações aos profissionais de saúde sobre medidas de prevenção, atualização do protocolo institucional e distribuição de folders educativos. “A ação busca reforçar a importância da prevenção da sepse, garantindo que todos estejam atualizados sobre os protocolos e boas práticas de cuidado também no hospital Bettina Ferro. É uma oportunidade de conscientização que contribui diretamente para a segurança do paciente”, afirmou Christine Bemerguy, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HUBFS.
Sobre a Ebserh
O CHU-UFPA faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Elenita Araújo
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh.