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CIÊNCIA
Jovens pesquisadoras da MEJC-UFRN desenvolvem projetos que humanizam e inovam
Natal (RN) - No Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência (11/02), a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN), vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), evidencia o protagonismo feminino na produção de conhecimento voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio de projetos de iniciação científica e tecnológica, pesquisadoras têm desenvolvido soluções que prometem transformar o cuidado na rede pública.
Inteligência artificial a serviço da neonatologia
Aos 24 anos, a estudante de Enfermagem Ionara Lima, bolsista do Programa de Iniciação Tecnológica (PIT), desenvolve uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) para a detecção precoce de distúrbios neurológicos em recém-nascidos.
A tecnologia, que está sendo desenvolvida em parceria com outros pesquisadores, atua a partir da análise de vídeos dos recém-nascidos, nos quais a IA é treinada para reconhecer padrões de movimento, reflexos primitivos e respostas autonômicas. O objetivo é possibilitar diagnósticos mais rápidos e precisos, ampliando as chances de intervenção precoce e contribuindo para o desenvolvimento infantil saudável.
“Estamos na fase inicial do projeto, realizando a marcação e o treinamento da inteligência artificial para que ela aprenda a identificar esses sinais”, explica Ionara. A jovem pesquisadora conta que a iniciativa nasceu da vontade de aliar sua paixão pela neonatologia às possibilidades abertas pela tecnologia, em busca de inovações que qualifiquem a assistência neonatal no SUS.
Saúde pélvica, qualidade de vida e autocuidado
Outro exemplo de protagonismo feminino na ciência aplicada ao SUS vem da estudante de fisioterapia Melissa Pereira, de 23 anos, bolsista do Programa de Iniciação Científica (PIC). Em sua pesquisa, ela investiga a funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico em pessoas com incontinência urinária, tanto isolada quanto associada ao prolapso de órgão pélvico.
O projeto busca avaliar a eficácia do treinamento muscular como estratégia para melhorar a qualidade de vida e a função desses músculos em mulheres com incontinência urinária de esforço e prolapso da parede anterior da vagina.
Melissa se interessou pela área em 2024, durante um projeto de extensão no ambulatório da MEJC com gestantes diabéticas. Desde então, seu olhar sobre a ciência se ampliou. “A ciência tem um papel significativo na transformação da sociedade: ela orienta políticas públicas, reduz desigualdades e leva dignidade a lugares onde o acesso à saúde parecia um sonho distante. Atuar na maternidade escola não abriu portas apenas para o aprendizado técnico, também me fez crescer como profissional humana”, finaliza.
Os projetos conduzidos por Ionara, Melissa e tantas outras jovens pesquisadoras da MEJC-UFRN são exemplos concretos de como a ciência feita por mulheres está ajudando a construir um SUS mais inovador, inclusivo e humanizado.
Sobre a Ebserh
A MEJC-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Paulina Oliveira
Coordenadoria de Comunicação Social