Notícias
REGULAÇÃO
Central de Regulação contribui para a melhoria do fluxo de atendimento de gestantes no Rio Grande do Norte
Desde que foi disponibilizada, em 25 de junho deste ano, a central de regulação de acesso às urgências em obstetrícia, fruto do cumprimento de sentença proferida nos autos de ação civil pública ajuizada pela União Federal, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vem cumprindo o objetivo de reorganizar o fluxo assistencial e garantir o encaminhamento adequado aos serviços de alto risco em obstetrícia do Rio Grande do Norte.
Na manhã da última terça-feira, 30 de julho, representantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) da MEJC e da Ebserh, além do Ministério Público e Poder Judiciário reuniram-se no auditório do Corpo de Bombeiros de Natal, para discutir sobre os avanços da Central de Acesso à Rede de Atenção à Saúde com foco na obstetrícia.
Na ocasião a juíza da 4ª Vara Federal, Gisele Maria da Silva Leite, falou da satisfação em ver em pleno funcionamento um serviço fruto de uma decisão judicial. “A central que tem o foco na obstetrícia é resultado de uma união de esforços, um trabalho colaborativo, com reuniões mensais de todos os envolvidos – Poder Judiciário, Ministério Público, Ebserh, UFRN, município e estado”, afirma.
A implementação da central, de responsabilidade da Sesap, seguiu as diretrizes da Rede Cegonha e a responsabilidade plena dos municípios para a realização de ações de saúde.
Segundo a gerente de atenção à saúde da MEJC, Maria da Guia de Medeiros Garcia poucas são as ações que resultam em algo tão benéfico para a população. “Só foi possível devido ao empenho de todos, agora se faz necessário ter um olhar voltado para as unidades hospitalares do interior, melhorando o atendimento e se evitando a falta de insumos”, ressalta.
Desde o seu funcionamento foram reguladas para a MEJC, 242 pacientes o que representa cerca de 15% do total de gestantes encaminhadas pelo serviço. A grande maioria das pacientes provém do município de São José e de Natal.
O superintende da MEJC, Luiz Murillo Lopes de Britto, ressalta a importância da central de regulação para a redução da superlotação da Maternidade. “O serviço vem somar esforços para reduzir a superlotação de nossa maternidade, sendo o caminho mais curto entre a gestante, os serviços e leitos obstétricos do Estado”, explica.
As solicitações de acesso são realizadas pelas unidades de saúde, por meio do contato (84) 3209-5309, disponibilizado 24 horas por dia, e conduzidas de acordo com a classificação de risco da parturiente. Ao todo, 12 maternidades estruturadas participam desse processo de regulação e são consideradas serviços de referência são elas:
Maternidade Escola Januário Cicco – atendimento de Alta Complexidade (Natal)
Hospital Dr. José Pedro Bezerra – atendimento de Alta Complexidade (Natal)
Maternidade Araken Irerê Pinto (Natal)
Maternidade Leide Morais (Natal)
Hospital Universitário Ana Bezerra (Santa Cruz)
Hospital Regional Mariano Coelho (Currais Novos)
Hospital Municipal Percílio Alves (Ceará Mirim)
Maternidade Belarmina Monte (São Gonçalo do Amarante)
Hospital Regional Alfredo Mesquita (Macaíba)
Hospital Regional Antônio Barros (São José do Mipibú)
Hospital do Seridó (Caicó)
Maternidade Divino Amor (Parnamirim)
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
A MEJC faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde agosto de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Representantes da Sesap, MEJC, UFRN e Ebserh em visita a Central de Regulação