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Treinamento
A “Comunicação Não-violenta” é tema de oficina realizada na MEJC
A Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN-Ebserh) realizou na última semana. no Anfiteatro Professor Leide Morais, uma oficina sobre “Comunicação Não-violenta” (CNV) com os residentes da área médica e multiprofissional da maternidade.
O encontro teve o objetivo de introduzir o tema aos participantes, de forma prática. Os quatro componentes da CNV – observação, sentimentos, necessidades e pedido – foram explorados durante as quase três horas em que as servidoras estiveram reunidas.
A atividade faz parte do projeto Acolhendo quem acolhe, da Gerência de Ensino e Pesquisa da MEJC e é coordenado pela psicóloga e professora do Departamento de Medicina Clínica da UFRN, Simone Tomaz. O projeto se propõe a oferecer aos pós-graduandos, um espaço formal e protegido, de partilha de experiências e compreensão das questões emocionais que, poderão dificultar o seu bem-estar e desenvolvimento como pessoa e residente.
“A Comunicação Não-violenta é muito importante no contexto da saúde, nos ajuda muito na nossa capacidade de ouvir o outro de enxergar o outro, contribuindo na formação desses profissionais que atuam de forma cooperada em favor do paciente”, comenta a professora.
Segundo a psicóloga clínica e especialista no assunto, Alessandra Magalhães o método comunicativo, sistematizado pelo psicólogo norte-americano Marshall Bertram Rosenberg na década de 60, tem como proposta oferecer apoio para o desenvolvimento de relações de cooperação.
“A teoria parte do pressuposto de que todas as ações têm origem na tentativa de satisfazer necessidades humanas. Olhar sob essa perspectiva, sem acusações, ameaças, juízos de valor, submissão ao medo ou à vergonha, com escuta ativa, compaixão e uma comunicação consciente e a favor da vida são posturas e práticas propostas”, afirma.
A profissional foi responsável em ministrar o conteúdo durantes 4h, para cerca de 40 residentes presentes na oficina. A distinção entre observações e julgamentos e entre sentimentos e opiniões foi apresentada ao grupo. As discussões contemplaram a relevância de desenvolver autoconsciência para compreender as próprias necessidades e empatia para compreender as do outro. A importância de formular pedidos concretos – que nem sempre serão atendidos, mas que podem conduzir a acordos – para expressar desejos, vontades ou necessidades.
Sobre a Rede Ebserh
A MEJC faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde agosto de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido à essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.