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ACOLHIMENTO
Colaboradores do HULW participam de atividades interativas sobre “Saúde Mental e Trabalho”
João Pessoa (PB) – Segundo dados do Conselho Nacional de Saúde, os transtornos mentais relacionados ao trabalho são a terceira maior causa de afastamento das atividades laborais. Como forma de desmistificar o assunto, o Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou uma ação dinâmica e interativa com o tema Saúde Mental e Trabalho.
As atividades, voltadas aos trabalhadores e trabalhadoras da instituição, aconteceram no hall dos elevadores na manhã desta terça-feira (12) e movimentou o hospital. A iniciativa foi da Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalhador (Usost) e da equipe do Projeto Acolhe, desenvolvido pelos acadêmicos do curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal da Paraíba, e contou com a parceria do serviço de Psicologia do HULW.
“Um dos objetivos foi sensibilizar sobre a importância do cuidado e da promoção de saúde mental no ambiente de trabalho, aproveitando para divulgar o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio. Houve atividades voltadas ao reconhecimento das emoções no trabalho, além da entrega de folders, divulgação da rede de saúde mental, e distribuição de mensagens de sensibilização e de cartões de apoio”, afirmou a responsável técnica do serviço de Psicologia, Luziane Alencar.
A Organização Mundial da Saúde estima que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido a afastamentos por depressão e ansiedade, que custam quase um trilhão de dólares à economia global. Além disso, os números registrados de afastamento por conta dos transtornos mentais apontam crescimento, e isso sem levar em consideração as subnotificações.
“Diante de cenários como esse, ações e intervenções voltadas para a promoção e proteção da saúde mental e o bem-estar no ambiente de trabalho se fazem necessárias e precisam ser constantes. Não podemos naturalizar o estresse no trabalho. Isso por que tem causado, além de afastamentos, baixas na produtividade que impactam diretamente no desenvolvimento das instituições/empresas”, destacou Luziane.
Se precisar, procure ajuda!
Acolhimento e diálogo são importantes para que o assunto deixe de ser um tabu entre os trabalhadores. A médica do trabalho Ana Flávia Moreira Baltar, presente na ação, ressaltou que a Usost está de portas abertas para receber os colaboradores, inclusive, nesses tipos de demandas. “Se você, colaborador, estiver com alguma queixa de saúde mental pode procurar a nossa equipe que estaremos dispostos a ajudar. Caso identifique em algum colega de trabalho também pode nos procurar”, disse.
Algumas práticas diárias podem ser seguidas para que o trabalhador consiga equilibrar questões da vida pessoal e profissional e, assim, preservar a saúde mental. A primeira é identificar situações estressantes e utilizar formas saudáveis de lidar com elas. Luziane Alencar elenca outras dicas: evitar a sobrecarga de trabalho, estabelecendo limites claros entre a vida pessoal e profissional e desconectar-se digitalmente após encerrar seu expediente de trabalho. “Esse último ajudará para que o indivíduo possa descansar e restabelecer as energias”, disse.
Outros pontos para se atentar são respeitar os horários de lazer e os momentos em família e com amigos; priorizar regularmente o autocuidado; reconhecer e validar as emoções; ampliar os espaços de comunicação aberta com os colegas de trabalho e com superiores; praticar a autocompaixão e celebrar conquistas; e, quando necessário, buscar ajuda profissional, seja do psicólogo e/ou psiquiatra.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB) faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Jacqueline Santos