Notícias
DIA DOS PROFESSORES
"Ser professor é ajudar a escrever a história do futuro"
Celebrado nacionalmente no dia 15 de outubro, o Dia dos Professores comemora o aniversário do Decreto Imperial, assinado por Dom Pedro I, que criou o ensino elementar no Brasil. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecem a função chave dos docentes em todo o mundo, especialmente aqueles que são responsáveis pela formação dos profissionais da saúde. Em homenagem a este dia, alguns professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), ligados direta ou indiretamente ao Hospital Universitário (HU-UFS), deixam as suas mensagens de alegria e inspiração.
“Iniciei como docente na UFS em abril de 2009. Leciono a disciplina Saúde da Criança e do Adolescente I, na qual os alunos prestam assistência ao público infanto-juvenil e as suas famílias. Eles também desenvolvem ações educativas e de promoção à saúde. Como atividade de extensão, coordeno o projeto PENSE [Projeto de Enfermagem na Saúde Escolar], que é uma parceria com o Programa de Saúde na Escola da Secretaria de Saúde [de Aracaju], pelo qual os alunos planejam ações educativas para serem trabalhadas no ambiente escolar [alunos, família e professores]. A parceria nas atividades de extensão também ocorre com as enfermarias do Ambulatório do HU-UFS [Projeto no Ambulatório de Triagem Neonatal e ações na pediatria como Agosto Dourado e Festa do Dia das Crianças]. A pesquisa também faz parte da atividade docente: há pouco tempo, conclui uma pesquisa relacionada ao brincar terapêutico em uma unidade de pediatria de um hospital público em Aracaju. Estou organizando outra pesquisa com a enfermeira Fábia Regina, do HU-UFS, sobre cuidados domiciliares de pacientes com fibrose cística. Fui aluna da UFS e hoje tenho imenso prazer em fazer parte da instituição como docente. Procuro sempre contribuir para o desenvolvimento da competência pedagógica, auxiliando os alunos na apreensão e produção do conhecimento”.
Aglaé Andrade, professora do curso de Enfermagem da UFS.
“Muitos me perguntam por que resolvi exercer a profissão de professora. Eu respondo que, sem dúvidas, o professor é uma das profissões mais nobres entre as que existem. Temos de ensinar, educar e também ser humildes o bastante para aprender com os nossos alunos e renovar as nossas aprendizagens constantemente. Ser professor é saber ouvir o aluno e enxergar individualmente cada ser como único, ao ponto de conhecer as suas realidades, expectativas e experiências prévias para extrair o que ele tem de melhor no seu interior. É colaborar para que ele se torne um cidadão de bem e um profissional de caráter, que trabalhe com a ética e o respeito ao próximo. É sentir-se realizado com as conquistas dos nossos alunos, como se fossem os nossos próprios filhos. É sentir-se feliz e orgulhosa por poder contribuir com o amadurecimento e a construção pessoal e profissional deles. É sair da sala com o coração pulando de alegria quando o seu aluno diz que a aula foi maravilhosa e contribuiu para a sua formação. É romper paradigmas, nos quais o professor é visto como um ser superior que tenta embutir o conteúdo na cabeça dos alunos, a fim de que seja visto como um professor que coloca o aluno como centro do processo ensino-aprendizagem. É estimular a autonomia, a empatia, a colaboração, a criatividade e a inovação. Ser professor é se dar e doar todos os dias. Ser professor é ajudar a escrever a história do futuro, como fonte de exemplo e inspiração”.
Izadora Barros, professora do curso de Farmácia da UFS e ex-servidora do HU-UFS-EBSERH.
“Ensinar é um aprendizado diário, no sentido tanto do relacionamento humano como da própria profissão que se ensina. Isso vale para todos os professores, dos de base até os do ensino superior. No nosso caso, mais da área da saúde, o aprendizado torna-se mais amplo dentro das várias especialidades existentes. Para mim, o professor é aquele que acredita no aluno, no potencial que ele tem. Que acredita que não se deve ceifar a essência de cada um, porque cada pessoa tem a sua bagagem interior. Um professor de medicina deve buscar valorizar o conhecimento dos livros e a sabedoria popular. É importante também tirar do aluno os traumas anteriores ao início do curso. O que mais bloqueia a potencialidade máxima das pessoas é o complexo anterior que se tem quando do início duma nova jornada. O nosso cérebro é muito dinâmico e pode evoluir muito. Temos de fazer do conhecimento um desafio para avançar na vida, buscar sempre mais. Os alunos têm de acreditar que sempre têm capacidade de ir mais além. O professor tem de desejar isso e esforçar-se para incentivar o aluno a acreditar, já que o papel dele é o de motivador. Especialmente, o fato de a gente estar na clínica, aqui no HU-UFS, abre a nossa visão para a pesquisa. Estamos sempre querendo estudar mais a fundo os fenômenos mais raros, porque vivemos a ciência diariamente. O professor precisa dominar bem, além do ensino, as atividades de pesquisa e extensão, para envolver o aluno num ambiente em que ele não se sinta tão distante do docente”.
Ao centro, Amélia Jesus, professora do curso de Medicina da UFS.
“Tenho 21 anos de experiência como docente. É uma satisfação enorme formar profissionais para atuar na minha área, é um trabalho que tem me dado muitas alegrias. Acima de tudo, formá-los para a prática no atendimento ao paciente. Esse é o nosso papel como universidade e hospital públicos: dar uma resposta social à população. Na verdade, o HU-UFS favorece tanto o ensino como a pesquisa. Temos salas, recursos e pacientes para, ao mesmo tempo, exercer a atividade de pesquisa e o desenvolvimento da prática clínica dentro da rede do Sistema Único de Saúde. O que fazemos é formar pessoas motivadas. Penso que uma pessoa que se dedica ao ensino tem que ter paixão por ensinar, por aplicar todas as estratégias, inovações e ideias para a aprendizagem significativa dos estudantes”.
Walderi Monteiro, professor do curso de Fisioterapia da UFS.
Sobre a Ebserh
Desde outubro de 2013, o HU-UFS faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede de Hospitais Universitários Federais atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Por Luís Fernando Lourenço