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HU-UFS alcança marco histórico com 10 transplantes renais realizados no hospital
Aracaju (SE) - O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alcançou o marco histórico de dez transplantes renais inteiramente na unidade. Do total, nove procedimentos foram realizados com doadores vivos aparentados e um com doador falecido, o primeiro na história do hospital, fato que ocorreu após 13 anos que esse tipo de transplante não era realizado em Sergipe.
A conquista fortalece o HU-UFS como polo em desenvolvimento para a atenção ao paciente com doença renal crônica em Sergipe, com acompanhamento especializado em nefrologia, hemodiálise, transplante renal e seguimento pós-operatório. A unidade acolhe pacientes encaminhados pela rede básica de saúde, garantindo assistência integral desde o diagnóstico até o cuidado contínuo após a cirurgia.
O programa contou com a colaboração do urologista do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará, João Batista, que participou dos três últimos transplantes realizados no HU-UFS. Com mais de três décadas de experiência na área, o médico ressaltou o significado do 10º procedimento. “Esse número é simbólico. A partir daqui o serviço tende a se desenvolver ainda mais, especialmente com a consolidação do transplante com doadores falecidos”, afirmou. Segundo ele, o transplante renal promove uma transformação profunda na vida dos pacientes: “O paciente deixa a hemodiálise, recupera a qualidade de vida e ganha uma nova perspectiva. O transplante é um procedimento que renova vidas”.
O nefrologista do HU-UFS/Ebserh, Laurisson Albuquerque, membro da equipe médica responsável pelo acompanhamento clínico dos pacientes transplantados, reforça a importância do trabalho contínuo da equipe. “Foi uma luta grande para manter os transplantes renais no estado, mas o sucesso é fruto de treinamento, capacitação e esforço conjunto”, afirmou.
Para a equipe do HU de Aracaju, o marco é resultado de planejamento e integração multiprofissional. A enfermeira Sineide Linhares, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), ressaltou o esforço coletivo: “Participar desde a implantação até a realização dos transplantes é extremamente gratificante. Esse resultado é fruto de muitas reuniões, organização e do compromisso de toda a equipe em oferecer uma nova chance de vida aos pacientes.”
A enfermeira Michelle Cardoso, especialista em Nefrologia e Transplante, acompanha os pacientes desde a primeira consulta até o pós-operatório. “Conhecemos a história de cada paciente e acompanhamos de perto essa transformação. Ver essas pessoas longe da hemodiálise confirma a importância desse trabalho”, afirmou.
No centro cirúrgico, a técnica de enfermagem Cenira Maria e a instrumentadora Luzia Rodrigues completam a equipe. Para Cenira, a segurança do processo é prioridade: “Nosso cuidado com identificação, checklist e materiais garante que a cirurgia ocorra com tranquilidade e segurança para o paciente.” Luzia destaca a responsabilidade no ato cirúrgico: “A agilidade e precisão na instrumentação contribuem para reduzir o tempo cirúrgico e aumentar a segurança do procedimento.”
Além dos avanços assistenciais, o serviço se destaca pelo vínculo construído com os pacientes transplantados. A equipe realiza acompanhamento contínuo no pós-operatório, com monitoramento da saúde de doadores e receptores, e promove, semestralmente, o Aniversário do Transplante, um momento simbólico de celebração da vida que reúne pacientes, doadores e familiares em um espaço de gratidão, esperança e reconhecimento pelo cuidado compartilhado.
Sobre a Ebserh
O HU-UFS faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Diego Martin, com revisão de Williany Bezerra
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